05/02/2011 - 11h:14 Papa ordena 5 bispos e denúncia que o mundo dá as costas a Deus

Agência EFE

Bento XVI ordenou neste sábado cinco bispos, entre eles o espanhol Celso Morga Iruzubieta, secretário da Congregação para o Clero, e o venezuelano Edgar Peña Parra, núncio no Paquistão, em cerimônia em que criticou o mundo por dar as costas a Deus e por considerar a fé coisa do passado.

O papa ordenou prelados o chinês Savio Hon Tai-Fai, secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos; e os italianos Marcello Bartolucci, secretário da Congregação para a Causa dos Santos, e Antonio Guido Filipazzi, núncio apostólico.

A ordenação ocorreu na basílica de São Pedro do Vaticano durante uma missa solene, em cuja homilia o papa lembrou o evangelho de Lucas que "a colheita é farta, mas os operários poucos" e disse aos quatro novos bispos que chegou "a hora da missão".

Bento XVI revelou que o trabalho encarregado a eles pelo Senhor é "levar aos homens a luz da verdade, livrá-los da pobreza de verdade, que é a verdadeira tristeza e a verdadeira pobreza do homem".

O papa Ratzinger acrescentou que trabalhar no campo do Senhor é "urgente, já que nestas horas nos damos conta de forma dolorosa das palavras do Senhor que são poucos os operários".

O Bispo de Roma acrescentou que a Igreja por si mesma não pode enviar operários às messes do Senhor, mas só Deus é o que pode fazê-lo, em referência às vocações.

"Isto não é uma questão de nossa capacidade organizativa", assinalou o papa.

Bento XVI ressaltou que um bispo não pode ser "uma cana em um lodaçal que se movimenta conforme o vento, um servo do espírito do tempo, deve ser intrépido e ter o valor de opor-se às correntes do momento".

O bispo, precisou, deve ser uma árvore de raízes profundas, o que não significa que tenha que ser rígido e inflexível.

Bento XVI lembrou que os bispos estão chamados a tirar as redes do Evangelho no mar agitado de nosso tempo para alcançar a adesão dos homens a Cristo, "para tirá-los das águas salinas da morte e da escuridão na qual não penetra a luz do céu e levá-los à terra da vida, à comunhão com Jesus Cristo".

Esta foi a terceira consagração episcopal presidida por Bento XVI desde que acedeu há quase seis anos ao Pontificado.