05/02/2016 - Kassab se diz “triste” com paralisação do VLT e Taques reafirma que não investe até saber o que foi “roubado”

05/02/2016 - Kassab se diz “triste” com paralisação do VLT e Taques reafirma que não investe até saber o que foi “roubado”

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), se disse triste com a paralisação das obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Ele ainda aponta que o empreendimento é muito aguardado pelos mato-grossenses. Pressionado por alguns políticos, o governador Pedro Taques (PSDB) voltou a ser duro nas afirmações: “Não gasto R$ 1 sem saber do que foi roubado do cidadão nesta obra”. Os discursos aconteceram durante um encontro entre o ministro e prefeitos na Arena Pantanal, nesta quinta-feira (04).
 
“O VLT é uma das maiores parcerias entre Mato Grosso e o Governo Federal. É triste que esteja parada há tanto tempo. É algo que a população aguarda ansiosamente. Não falta dinheiro, os recursos aparecem sistematicamente na casa dos bilhões, mas também somem muito rápido. Só levam os recursos, os municípios que apresentam bons projetos”, pontuou o ministro.
 
Vale ressaltar que a falta de projetos é um dos principais problemas do modal mato-grossense. A primeira parte do estudo, que está sendo feito pela empresa KPMG, apontou que desapropriações foram feitas sem projeto e que dinheiro pode ter sido jogado fora, sem necessidade.
 
Pressionado por alguns políticos para dar sequência na obra do VLT, o governador Pedro Taques voltou a ser duro nas afirmações e garantiu que não fará as coisas de forma afobada: “O senhor (Kassab) viu este rastro na nossa cidade que é o VLT. O Consórcio havia pedido R$ 1 bilhão para completar o novo modal. Não gasto R$ 1 a mais com irresponsabilidade. Com o dinheiro que foi gasto, eu construo vários quilômetros de rodovia ou quase oito hospitais regionais. Repito, não gasto R$ 1 sem saber do que foi roubado do cidadão nesta obra”.
 
O senador José Medeiros (PPS) aproveitou para parabenizar o ministro pela visita, pois só assim ele consegue vivenciar os problemas vividos pela população dos municípios: “Uma coisa é o governador ir até Brasília (DF) e falar da cicatriz no centro da Cidade. Outra é o ministro descer no aeroporto, entrar na carro e já dar de frente com o problema”. 

Da Redação - Wesley Santiago