05/03/2013 - Juiz eleitoral pede perícia para investigar fraude na ata de candidatura de Pedro Taques

O juiz eleitoral José Luiz Blaszak determinou a realização de uma perícia grafotécnica para averiguar se ata deliberativa da suplência do senador Pedro Taques (PDT) foi fraudada. A suspeita é de que o documento tenha sido adulterado para trocar a ordem dos suplentes, colocando Paulo Fiúza (PV) como segundo, e não primeiro suplente, como deveria ser.

A ação, que corre na Justiça Eleitoral desde 2010, foi impetrada pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT), que foi o terceiro colocado nas eleições ao Senado, ficando logo atrás de Pedro Taques. Caso o pedetista perca o mandato devido à suposta irregularidade na inscrição, o petista assumiria a vaga.

O exame grafotécnico é uma ciência que tem por objetivo precípuo verificar a autenticidade ou a falsidade material de uma assinatura ou texto manuscrito. Dessa forma, a Justiça poderá saber se a ata em que houve adulteração na grafia da deliberação da ordem dos suplentes que definiu José Medeiros (PPS) como primeiro e Paulo Fiúza como segundo. 

Ainda em 2010, Antes de Abicalil impetrar a ação, a coligação que elegeu Pedro Taques chegou a ingressar com um pedido junto ao TER para trocar a ordem das suplências. O fato aconteceu após José Medeiros e Fiúza brigarem através da imprensa.

O presidente regional do PSB, Valtenir Pereira, também endossou a tese de que houve falsificação na assinatura da ata. Conforme disse ao Olhar Direto, em 2010, ele nunca teria assinado uma ata em que Paulo Fiúza fosse o segundo suplente. 

"Eu fui procurado pelo Paulo Fiúza e confirmei a ele que a assinatura da ata, que precisava ser endossada por todos os presidentes dos partidos que integram a aliança, não era minha. Ou seja: foi falsificada", disse.

 

Da Redação - Jardel P. Arruda

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