05/05/2015 - Maluf alega compromissos inadiáveis e cancela oitiva na 7ª Vara nesta 3ª

O presidente da Assembleia, Guilherme Maluf (PSDB), pede adiamento do depoimento marcado para as 13h30, desta terça (7), na 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, presidida pela juíza Selma Rosane Santos Arruda. O tucano, que alega compromissos pré-agendados para não comparecer à oitiva, foi arrolado como testemunha na ação penal originada pela Operação Imperador, que resultou na prisão do ex-deputado estadual José Riva (PSD), em 21 de fevereiro deste ano.

 

O deputado estadual Wagner Ramos (PR), também arrolado como testemunha pela defesa de Riva, também deveria depor nesta terça. Entretanto, a movimentação processual mostra que o republicano não foi sequer localizado para receber a notificação sobre a audiência. Já o ex-parlamentar Airton Português (PSDB), que já faltou à audiência realizada no último dia 28, também não pretende comparecer amanhã. “Estão dizendo que tenho que prestar depoimento em Cuiabá, mas ainda não fui notificado. Pretendo comparecer somente após receber a notificação da Justiça”, afirma em entrevista ao Rdnews.

 

Romoaldo Júnior (PMDB), que respondeu pela presidência da Assembleia durante afastamento judicial de Riva, deve depor no dia 28.  Mauro Savi (PR), ex-1º secretário na gestão do social-democrata, marcou oitiva em 23 de junho.

 

O único até o momento que ainda não informou a data em que pretende ser ouvido foi o conselheiro do TCE Sérgio Ricardo, que a  exemplo de Savi, também exerceu a função de 1º secretário na gestão de Riva, no comando da Assembleia. Os deputados estaduais e o membro do Tribunal de Contas têm foro privilegiado, o que os permite escolher a data, horário e, dependendo do argumento, o local para o depoimento.

 

Na semana passada, a juíza Selma Arruda ouviu o depoimento do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM). O democrata alegou que sua relação com Riva era estritamente profissional e admitiu o grande fluxo de material de expediente nos gabinetes.

 

Entre os ex-parlamentares ouvidos pela magistrada estão Luiz Marinho (PTB) e Antônio Azambuja (PP). Ambos sustentaram que nunca ordenaram despesas do Legislativo, garantindo que sempre prestaram contas do material de expediente utilizado nos respectivos gabinetes. A defesa de Riva garantiu decisão judicial dispensando a presença do réu nas audiências. Com isso, o ex-deputado será ouvido somente após o encerramento dos interrogatórios das testemunhas.

 

Operação Imperador

Preso desde 21 de fevereiro, Riva é acusado de operar esquema que desviou R$ 62 milhões dos cofres da Assembleia, desmantelado pela Operação Imperador. Através da suposta fraude, o ex-presidente teria incorrido em formação de quadrilha e 26 peculatos em concurso material. Além de Riva, foram denunciadas sua esposa Janete Riva e outras 13 pessoas. A lista inclui servidores do Legislativo e empresários.

 

 

Jacques Gosch

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