05/06/02011 - 08h:00 Os Karajá é sua exótica beleza integram o cenário do Araguaia

 

 A presença dos índios Karajá em São Félix do Araguaia torna ainda mais exótica a visita a esta belíssima região mato-grossense, ainda pouco explorada. Os indígenas convivem tranquilamente com a população do município. A troca de conhecimentos é inevitável. Diariamente dezenas deles chegam e saem da cidade, onde comercializam seus coloridos artesanatos, fazem compras, se divertem.

 
No Festival de Praia de São Félix, visitantes se deixam pintar pelos Karajá. As índias fazem delicados desenhos (tatuagens) com símbolos da etnia, no corpo dos turistas. A tinta é a base do jenipapo e dura no máximo uma semana. Enfeites de cabelo produzidos pelos Karajá adornam a cabeça das turistas, que se rendem às pulseiras, brincos e colares.

Histórico - Os Karajá têm o rio Araguaia como um eixo de referência mitológica e social. O território do grupo é definido por uma extensa faixa do vale do rio Araguaia, inclusive a maior ilha fluvial do mundo, a do Bananal, que mede cerca de dois milhões de hectares.


Suas 29 aldeias estão preferencialmente próximas aos lagos e afluentes do rio Araguaia e do rio Javaés, assim como no interior da ilha do Bananal. Cada aldeia estabelece um território específico de pesca, caça e práticas rituais demarcando internamente espaços culturais conhecidos por todo o grupo. 


Isto mostra uma grande mobilidade dos Karajá que apresentam como uma de suas feições culturais a exploração dos recursos alimentares do rio Araguaia. Eles têm, ainda hoje, o costume de acampar com suas famílias em busca de melhores pontos de pesca de peixes e de tartarugas, nos lagos, nas praias e nos tributários do rio, onde, no passado, faziam aldeias temporárias, inclusive com a realização de festas, na época da estiagem do Araguaia.

Com a chegada das chuvas, mudavam-se para as aldeias construídas nos grandes barrancos, a salvo das subidas das águas, onde, em alguns lugares, ainda hoje fazem suas roças familiares e coletivas, locais de moradia e cemitérios. 
 
 
 

 

 

Postada por: Ida Aguiar

Blog: Sandra Carvalho

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