05/07/2016 - ‘Base não pode ser gelatinosa, tem que ser firme’, diz Taques sobre perda de deputados aliados

05/07/2016 - ‘Base não pode ser gelatinosa, tem que ser firme’, diz Taques sobre perda de deputados aliados

O governador Pedro Taques (PSDB) concordou com a avaliação do líder do governo, Wilson Santos (PSDB), de que a votação da Revisão Geral Anual (RGA) 2016 permitiu redefinir sua base de sustentação na Assembleia Legislativa, e saber com quem ele pode contar de fato em seus projetos políticos. O gestor observou que a base tem que ter firmeza e não pode ser “gelatinosa”.
 
“Eu preciso ter uma base. Mas essa base não pode ser gelatinosa; tem que ser uma base firme, para que eu possa fazer as mudanças que o eleitor permitiu que eu conduzisse nesse momento histórico”, afirmou Pedro Taques à imprensa, na tarde desta segunda-feira (4), após o lançamento da Caravana da Transformação.

Porém, em seguida, ao ser questionado se considerava sua base aliada gelatinosa, Taques negou. “Penso que não. É uma base firme e bem conduzida pelo deputado Wilson Santos, nosso líder na Assembleia. De 24 deputados, temos apoio de 21. Eu não quero ser ditador, quero ser governador”, disse.

Em meio à greve geral dos servidores estaduais, pressão do Fórum Sindical e ocupações quase diárias da Assembleia, 9 parlamentares acabaram votando contra o governo, entre els, alguns deputados de situação. Muitos tomaram posição sem pedir autorização do líder para votar contra, o que deixou o clima pesado dentro do grupo que dá sustentação ao governo no parlamento.

Porém, tanto Wilson quanto Taques negaram terem tido surpreendidos com a votação. “Eu já passei da fase de ter decepções. Nem surpresa. Eu sou um homem que penso em várias coisas e surpresa é só o presente do papai Noel e do amigo oculto”, declarou o governador. 

Apesar das negativas, após a votação, Wilson declarou à imprensa que agora passaria a contar com apenas 17 deputados – antes ele costumava calcular 21 na base de sustentação. Na conta da nova base aliada, entram os 15 que votaram com o governo no projeto da RGA – incluindo Rmoaldo Junior (PMDB) que participou apenas da primeira votação e Guilherme Maluf (PSDB) que vota apenas em caso de empate –, além de Leonardo Albuquerque (PSD) e Wancley Carvalho (PV). Os dois tiveram autorização de Wilson para votar contra o projeto, por suas origens no serviço público.

Com o redesenho da base aliada, ficam de fora, nesse momento, Sebastião Rezende (PSC), Pery Taborelli (PSC), Silvano Amaral (PMDB) e Zé do Pátio (SD). Seguem na oposição Janaina Riva (PMDB), Emanuel Pinheiro (PMDB) e Zeca Viana (PDT).

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

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