05/08/2014 - A Ilha do Bananal e seus povos

Ao atravessar a ilha nos deparamos com paisagens encantadoras e muitas dores impostas a seus originários moradores, os Karajá e Javaé e mais recentemente os Avá Canoeiros que para lá foram levados, em função das invasões promovidas pelos diversos interesses econômicos, dentre os quais a pecuária e o turismo.

Idjahina Karaja/ Jawaé, sábio, líder e nosso mestre nos guiou com segurança e prudência na travessia dos brejões e igarapés. Longos silêncios meditativos vão se intercalando com os ruídos de multidões de animais e aves. Estamos envoltos nas energias desse pedaço do Brasil recôndito, que precisa de respeito e apoio para que sua terra sagrada não seja respeitada e seus povos e todas as formas de vida sobrevivam com abundância, liberdade e beleza.

Nas aldeias de Txuiri e Santa Izabel, encontramos muita esperança, vida, crianças lindas e alegres. Os dias que partilhamos com as comunidades foram de imensa riqueza na troca solidária de saberes e esperança. Uma resistência secular impressionante. "O fato de conservarem sua língua já lhes garante 50% da sua sobrevivência física e cultural”, afirmou D. Pedro. Apesar de todos os projetos impactantes que foram levados para a ilha, eles conseguem driblar as ameaças e continuarem afirmando e fortalecendo suas vidas e cultura.

Também pudemos sentir os muitos riscos e desafios que enfrentam no dia a dia, em grande parte decorrentes da ausência de políticas públicas respeitosas e eficazes.

Exímios artesões

O povo Kajará é conhecido nacionalmente pela beleza e destreza artística, com a produção de artesanato de primeira qualidade. Vão a São Felix do Araguaia, parte de seu território original, vender seu artesanato e adquirir os produtos de maior necessidade hoje em dia. Seguem também Brasil afora com essa atividade.

Além de terem fortemente impactado seu regime alimentar, dependências e vícios acabam tendo forte impacto sobre o equilíbrio e vivência harmônica nas aldeias e no conjunto da vida na ilha, na terra e nas águas. Esses desafios são enfrentados pelas aldeias com muita determinação e esperança. Porém nem sempre é fácil superá-los.

Os povos da ilha do Bananal, com toda a rica diversidade de vida, precisam ser respeitados e apoiados, conforme nos conclamou Dom Pedro Calsaldáliga: "Assumam a causa indígena...a levem para dentro da universidade...”

Somos imensamente gratos aos Javé e Karaja, por terem partilhado parte de suas lutas e vidas conosco.

Os isolados e a saudação de vida e morte

Essa semana mais uma vez o Brasil e o mundo assistiram ao contato de um grupo de índios isolados (também denominados de livres), no Estado do Acre. A primeira questão importante é nos darmos conta de que no Brasil existem pelos menos 90 grupos que estão evitando o contato com a sociedade não indígena, possivelmente por já terem sido vítimas de violências e mortes. A maioria desses grupos, numericamente muito reduzidos, se refugiam nos últimos espaços ainda não invadidos pelas frentes de expansão na Amazônia. Os riscos de serem atingidos, rechaçados, caçados ou contaminados por madeireiros, garimpeiros, peões ou jagunços são grandes. Também correm o risco do abraço oficial, igualmente mortal, uma vez que o mesmo governo que mantém as "frentes de atração” é o mesmo que implantou os projetos fatais do PIN (Plano de Integração Nacional), no início da década de 70, e se atualiza com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e seus grandes projetos. É o contraditório processo de defender os índios sem "atrapalhar o progresso”, inerente ao acelerado avanço capitalismo sobre os recursos naturais da Amazônia.

Basta lembrar os processos genocidas que foram impostos a esses povos pelas transferências forçadas em função da construção de estradas, hidrelétricas e outras obras, que levaram à morte milhares de indígenas nas últimas décadas, como os Waimiri/Atroari, os Parakanã, os Yanomami, os Panará, os Kayabi, os Txukaramãe, Tenharim, os Arara e dezenas de outros povos, particularmente na Amazônia. Seria, como afirmou Orlando Vilas Boas na década de 70, "Um abraço de morte?” Será que a manifesta boa intenção da presidente da Funai conseguirá garantir a vida de mais um dos "povos em situação de isolamento voluntário”?

Com Leonardo Boff acreditamos e esperançamos que "Muitos veem, como o (sociólogo português) Boaventura de Sousa Santos, que na América Latina há um conjunto de valores vividos pelas culturas originárias que podem ajudar a humanidade a sair da crise. Especialmente com a característica central do bem-viver, que significa ter outra relação com a natureza, entender a Terra como mãe, que nos dá tudo que precisamos ou podemos completar com o trabalho”. (Entrevista a S 21)

Comentários

Data: 05/08/2014

De: CONSUMIDOR

Assunto: D.A.E

CORTARAO A MINHA AGUA FUI LA E PAGUEI PEDI PARA LIGAR ME DISERAO QUE NAO PODIA LIGAR POIS NAO TINHA VEICULO PARA TAL EU TINHA QUE LEVAR O FUNCIONARIO LA MAS COMO NA GARUPA DA MINHA BICICLETA VOU TER QUE PAGAR UM MOTO TAXI PRA LEVALO LA QUE VERGONHA DESSE CHEFE DO DAE TAL ALOISO BANDEIRA BAU MANDA IMBORA ESSE INCOMPETENTE

Data: 05/08/2014

De: CARIRIZINHO DE GOIANIA.

Assunto: Carajas Ilha do Bananal.

Quem escreveu a materia deu sao Felix p/ os indios ,quando cita que sao Felix fas parte do territorio dos carjas. Eles e que fazem parte do nosso. Basta de pilantragem em nome de cultura de a ou de b. Somos todos sobrevivente de um mesmo sistema ou a fome do indio e maior que a do filho de um operario da vida. Quando mudarem a aldeia p/ Sao Felix ai sim D Pedro descansara em Paz.

Data: 05/08/2014

De: morado

Assunto: DAE

Atenção , perigo no DAE no Jardim Jumbir S.F.A-mt
prefeitura abriu uma enorme cate ria (buraco) que fica na Rua 5 no no DAE
bem na beira da rua um buraco aproximadamente tem uns 4 metro de fundura e uns 20 metro de diâmetro isso e um grande perigo pois esta sem sinalização e céu aberto toda vezes que passo La na rua tem crianças a beirando desse buraco . que poder acontecer a qualquer hora , umas dessa crianças cai nesse buraco e ser machuca ou acontecer algo pior
prefeitura toma providencia logo os nos temos que toma uma ação mo ministério público
qualquer duvida passa La e veja com seus próprios olhos e vocês do jornal

Data: 05/08/2014

De: PATRAO

Assunto: NOME

QUEM ASSINA O TEXTO?

Data: 05/08/2014

De: Manel

Assunto: Re:NOME

Vamos por eliminação: NÃO é a Vanessa, NÃO é o Kalixto... kkkkkkkk

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