05/08/2015 - Idosa morre ao ter veia perfurada em hemodiálise

05/08/2015 - Idosa morre ao ter veia perfurada em hemodiálise

Uma idosa de 63 anos morreu depois de passar por procedimento de hemodiálise em uma clínica especializada em Cuiabá. Maria Alexandrina Rodrigues da Silva passou mal após ter veias do pescoço e perna direita perfurados para introdução de cateter. Levada às pressas até uma unidade de saúde, morreu ainda no carro. A família procurou a 2ª Delegacia do Carumbé, e denunciou possível negligência médica.

De acordo com Cláudia Lúcia, uma das filhas da idosa, a mãe apresentava quadro grave de insuficiência renal e recebeu indicação médica para introdução de cateter, forma mais rápida para iniciar a hemodiálise. No último dia 24 de Julho, a idosa passou pelo procedimento no Centro Nefrológico de Cuiabá (Cenec), localizado no bairro Duque de Caxias.

Segundo a família, a idosa teve 4 veias do pescoço perfuradas para introdução do cateter, entretanto, o médico que realizava o procedimento não conseguiu implantar o aparelho, sendo preciso localizar mais veias na perna direita da idosa. Depois disso, a idosa foi mandada para casa, com a orientação de ingerir Dipirona, caso sentisse dor.

A filha relata que a mãe começou a inchar no mesmo dia, e reclamar de fortes dores. Primeiro, ela foi levada para um hospital particular que não a recebeu devido à gravidade do caso, e quando estava a caminho de outro hospital, morreu. “Ela não conseguia respirar e desmaiou, já chegou praticamente sem vida ao hospital”. Conforme a filha, um médico no primeiro hospital disse que Maria teve perfuração de veia e o sangue coagulou.

A família disse ainda que foi procurada pelo médico que realizou o procedimento, que explicou que o método tinha risco cirúrgico e que não imaginava que a idosa fosse morrer. “Se o procedimento era de risco, porque na clínica não há uma UTI? E antes, não nos avisaram que ela corria risco”.

Conforme a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o cateter é uma opção temporária para pacientes que não têm uma fístula e precisam fazer diálise. Todavia, o uso do cateter pode ocasionar problemas como obstrução e infecção. O tubo é colocado em uma veia do pescoço, tórax ou virilha, com anestesia local.

Uma equipe da 2ª Delegacia do Carumbé abriu inquérito para apurar o caso, e deve convocar o médico e a diretoria da unidade onde o procedimento foi realizado para prestar esclarecimentos.

A reportagem entrou em contato com a clínica, mas até a publicação da matéria não havia obtido retorno.

 

Izabel Barrizon, repórter do GD

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