05/08/2016 - Irmão se livra da acusação de homicídio

05/08/2016 - Irmão se livra da acusação de homicídio

Acusado de participação na morte de Policial Militar responderá por porte de arma de uso restrito. Carlos Alberto Oliveira Júnior, 31, teve relaxada a prisão em flagrante pelo homicídio do soldado Élcio Ramos Leite, 29.

Decisão foi tomada em Audiência de Custódia, quando foi decretada a prisão preventiva dele pelo porte da pistola ponto 40, furtada do parceiro de Élcio, logo após o crime.

O policial militar, lotado no 24º Batalhão, foi morto com um tiro na cabeça, na tarde de terça-feira (2), durante ação de investigação na distribuidora de bebidas do pai de Carlos, no setor 5 do bairro CPA 3, na Capital.

Na ocasião ele estava com o parceiro, o soldado PM Wanderson José Saraiva, que entrou em luta corporal com Carlos. Em seguida o irmão de Carlos, André Luiz de Oliveira, 27, surgiu de dentro do comércio e fez o disparo que atingiu Élcio.

Em seguida Carlos tomou a arma de Wanderson e fugiu com André. Élcio foi levado pelo parceiro até unidade hospitalar onde já chegou sem vida. André Luiz Alves de Oliveira, foi executado logo depois de se render, ao ser localizado na casa de um vizinho.

A pistola que resultou na decretação da prisão de Carlos foi localizada no quintal da casa do irmão dele, Renan Alves de Oliveira, autuado pelo mesmo crime. Ele escondeu a arma a pedido de Carlos.

Carlos foi preso logo após o crime, por policiais militares informados via rede social que ele estaria escondido em uma residência localizada na rua 24,no bairro CPA III

Ao chegarem ao endereço indicado, a casa estava trancada, mas o aparelho televisor estava ligado, sugerindo que havia alguém na residência. Os policiais afirmaram que fizeram o cerco policial e determinaram que a porta fosse aberta, mas não foram atendidos.

Mencionaram que quando estavam arrombando a porta, Carlos Alberto apareceu na sala afirmando que quem atirou no soldado PM Leite teria sido seu irmão André.

Confessou que se encontrava no local onde o policial foi atingido com um tiro na cabeça, no momento da ocorrência do crime.Confessou que entregou a pistola a Renan, para que escondesse em sua residência.

PMs foram até a casa de Renan e lá encontraram a arma escondida no quintal. Renan confirmou que ela lhe foi entregue por Carlos Alberto.

Em depoimento o soldado PM Saraiva afirmou que após receber informações de que Carlos estaria comercializando uma arma de fogo, ele e parceiro marcaram um encontro pelo aplicativo watts app.

Na tarde de terça-feira (2) se encontrou com o Carlos Alberto próximo ao Terminal de ônibus do CPA I, seguindo até a sua casa, onde, ao ser convidado para entrar, se recusou, pois viu que Carlos estava com uma arma na cintura.

Diante da negativa de Saraiva entrar, Carlos Alberto lhe puxou para dentro do quintal, fazendo com que caísse sobre um sofá que estava próximo ao muro, dentro do quintal. Ambos entraram em luta corporal.

Neste momento, o companheiro SD PM Leite, entrou pelo portão, quando André Luiz, irmão de Carlos, que estava mais ao fundo da casa, fez um disparo que atingiu a cabeça do SD PM Leite. Em seguida Carlos pegou a arma de Saraiva e fugiu.

Mesmo com a desqualificação do homicídio, o magistrado Murilo Moura Mesquita afirma que ‘a ordem pública será abalada se o autuado permanecer em liberdade, diante da circunstância grave antecedente que cerca o delito de porte de arma, onde houve a morte de um policial’.

Reforça ainda pelo fato de Carlos ser reincidente em ação criminal, por já possuir possui passagens por crimes contra o patrimônio.

Inquéritos que apuram a morte do soldado PM Élcio e e de André estão sendo presididos pelo delegado Antônio Carlos Araújo, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

 

Silvana Ribas, repórter do GD

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