05/09/2016 - Jornalista diz que ex-prefeito o perseguiu de carro e tentou matá-lo

05/09/2016 - Jornalista diz que ex-prefeito o perseguiu de carro e tentou matá-lo

O jornalista Marcio Fidelis registrou boletim de ocorrência, denunciando que foi vítima, nesta sexta-feira (2) à noite, por volta das 21h40, de uma tentativa de homicídio, em Dom Aquino, interior de Mato Grosso. Ele afirma que o ex-prefeito da cidade, Eduardo Zefferino (PR), condenado a 34 anos e seis meses por estupro de vulnerável, o perseguiu de carro.

O jornalista alega que é desafeto do ex-prefeito porque vem denunciando publicamente que ele, embora tenha sido condenado, está em liberdade e faz o que bem entende.

“Sofri uma perseguição e tentativa de homicídio. O B.O está registrado. Só se cortar minhas pernas ou me matar para me impedir de fazer o que acho o correto. Pessoa condenada pela Justiça tem horário de estar em casa e não em boteco. Pessoa condenada por pedofilia não pode frequentar festa escolar como aconteceu no último final de semana em Dom Aquino. Imagina sua filha indo ao banheiro em um lugar que também está uma pessoa condenada a 34 anos por Estupro de Vulnerável. Sem contar que essa mesma pessoa, o ex-prefeito de Dom Aquino Eduardo Zeferino, pinta e borda na cara da Justiça. Há 15 dias estava até de madrugada em bailão na Zona Rural. Cadê o Ministério Público que não vê isso?” – desabafou o jornalista no Facebook.

O caso

Na última sexta-feira à noite, o ex-prefeito estava no bar Big Family, em Dom Aquino, e o jornalista ficou indignado com isso, parou de carro e o fotografou.

Na saída do bar, conta Marcio que “Eduardo acelerou o carro e tentou bater contra o veículo do comunicante, mas a vítima conseguiu acelerar mais forte e se livrar de um acidente”, como diz trecho do documento policial.

Para Marcio, Zeferino representa perigo solto e, uma vez em liberdade, deveria respeitar medidas restritivas, por isso resolveu fotografá-lo.

As cinco vítimas do ex-prefeito, cujos crimes remontam os anos de 2005 e 2008, afirmam que enfrentam até hoje graves sequelas emocionais.

O padrastro de uma delas, que tinha 10 anos na época do estupro, conta que ela, embora hoje seja uma universitária, tem recaídas de depressão e crise de choro e, sempre que recebe alta do atendimento psicológico, precisa retomar as sessões para se equilibrar.

“No caso da minha enteada, não houve isso (penetração), mas ele 'brincava de vaquinha' com ela. Você pode imaginar o que acontecia. Ele passava a mão nela e aconteciam mais algumas coisas que não sei dizer direito o que era”, disse o padrasto à imprensa.

A enteada dele é sobrinha, por parte de pai, da mulher que morava com o ex-prefeito e por isso a menina frequentava a casa deles, assim como a filha biológica do engenheiro.

“Minha filha também passou por isso e na época dos crimes tinha somente 5 anos”, destaca.
A filha dele é uma das 11 crianças que a polícia civil suspeita de também tenham sido vítimas do ex-prefeito, mas ficaram fora do processo.

Das cinco vítimas que o levaram à condenação, três são sobrinhas dele.

Gazeta Digital tentou falar com o ex-prefeito, mas não conseguiu fazer contato com ele.

 

 

Keka Werneck, repórter do GD

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