05/10/2015 - Mãe ofereceu a virgindade da filha de 9 anos para padrasto

Uma mulher de 37 anos, que é investigada pela Polícia Civil por deixar a filha de 12 anos ser estuprada pelo padrasto, em Várzea Grande, também ofereceu a virgindade da filha mais nova para que o suspeito não terminasse o relacionamento com ela.

A informação foi repassada pela vítima de 12 anos na quarta-feira (30), durante um novo depoimento a delegada responsável pelo caso, Ana Paula Farias, da Delegacia da Mulher e do Adolescente do município.

 “A menina disse que o suspeito não chegou a abusar da irmã mais nova, mas afirmou que ouviu a mãe dizer, em uma discussão com o padrasto no mês passado, que se ele não terminasse o relacionamento, iria ganhar a virgindade da criança, de nove anos”, contou a delegada.

Ainda na quarta-feira (30), a delegada também ouviu a irmã mais nova, parentes e vizinhos da vítima. Segundo ela, os vizinhos e os familiares relataram que desconfiavam dos abusos, mas não podiam confirmar o crime.

O depoimento da menina de nove anos, porém, foi o que mais "chocou", segundo a delegada.

Ela afirmou que a mãe assistia a filha ser estuprada pelo companheiro dentro de casa.

“Mesmo acostumada a lidar diariamente com crimes cometidos contra crianças, adolescente e mulher, esse, em particular, é um caso que choca muito, pois é difícil acreditar que uma mãe possa fazer uma coisa dessas com a própria filha. Não tirando a culpa do padrasto, é claro”, disse.

Ao MidiaNews, Ana Paula afirmou que já encaminhou o pedido de prisão do casal à Justiça.

Eles irão responder pelos crimes de estupro de vulnerável e lesão corporal. Somadas, as penas podem chegar a 18 anos de prisão.

As irmãs estão sob cuidados de familiares.

“Fuga”

De acordo com a delegada, o casal também foi intimado a prestar um novo depoimento na quinta-feira (1), no entanto, não compareceu à delegacia.

Policiais civis, a pedido de Ana Paula, foram até a casa dos suspeitos, mas eles não foram encontrados.

Vizinhos informaram que os dois não foram mais vistos na residência desde o início da semana.

A delegada, explicou, porém, que como o mandado de prisão dos suspeitos não foram expedidos pela Justiça, eles ainda não podem ser considerados foragidos.

O caso

O caso veio à tona após a menina de 12 anos relatar os abusos a duas tias, que denunciaram a mãe e o padrasto a Polícia.

O casal foi detido na tarde de segunda-feira (28), no bairro Alameda, mas foram liberados depois de prestarem depoimento, uma vez que o último estupro contra a vítima, ocorreu na quinta-feira (24) e já havia passado o período de prisão em flagrante.

Segundo a Polícia, os abusos sexuais aconteceriam quase diariamente, desde que a menina, agora de 12 anos, tinha nove anos de idade.

Em um primeiro depoimento, a vítima contou que, no último estupro, o padrasto chegou no final de madrugada do serviço e foi até o quarto dela.

“Ele tirou minha roupa, fez tudo o que queria e ainda perguntou se eu gostei”, disse a menina, em depoimento.

Nesse dia, segundo a menina, ela foi lesionada porque tentou reagir.  

 

 

Thaiza Assunção Da Redação

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