05/10/2016 - Taques diz a presidente do Senado que Michel Temer não está preocupado em ajudar os Estados

O governador Pedro Taques (PSDB) reclamou para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que o presidente Michel Temer (PMDB) não tem demonstrado preocupação em ajudar os estados e usou várias desculpas para evitar dar uma resposta ao pleito de ajuda de 20 Estados das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A declaração foi dada em uma reunião realizada em Brasília, na tarde desta terça-feira (04).

"Nós não estamos sentindo, nos últimos 40 dias, uma preocupação em ajudar os Estados. Isso é fato. Primeiro, era para aguardar a votação do impeachment, depois o primeiro turno da eleição. Depois o presidente da República foi para a China, aí foi pra Argentina. Com todo o respeito, nós não estamos sentindo, neste momento de crise, uma importância a este debate", afirmou Pedro Taques, durante o encontro.

Também participaram da reunião os outros governadores que pleiteiam um pacote de ajuda estimado em R$ 7 bilhões, o qual seria dividido entre esses 20 estados de acordo com os critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE), para superação da crise econômica. Além deles, senadores da base governista e dos estados interessados acompanharam a reunião.

"Todos os Estados estão entrando em colapso e esse colapso significa a não concretização de políticas públicas, como é o caso da saúde e segurança. Mato Grosso é um estado, como todos sabem, produtor, e em razão do atraso no FEX (Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações) e da Lei Kandir, nós estamos com dificuldades de pagar salários deste mês", pontuou Taques.

Só em relação ao FEX, a União está atrasada com o repasse de mais de R$ 400 milhões para Mato Grosso. Junto com os outros 18 Estados mais o Distrito Federal, é possível Mato Grosso declarar estado de calamidade pública para ter acesso a créditos especiais e conseguir outras fontes de recursos federais.

Outro tema abordado por Taques na reunião foi um pedido de apoio para os debates a respeito da renegociação da dívida dos Estados e a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que agravou o desequilíbrio fiscal.

"No tocante à renegociação das dívidas, quatro estados da Federação foram beneficiados pelas desonerações. É o caso de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Rio Grande do Sul, em detrimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e esses Estados representam 87% da renegociação da dívida."

 

 

 

Da Redação - Jardel P. Arruda

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