05/11/2012 - EXCLUSIVA: Pai de estudante morta, diz que assassino planejou a tragédia

 

Em entrevista exclusiva sábado (03), o sargento da Polícia Militar Emilton Jorge da Silva, de 45 anos, fala sobre a morte prematura e brutal da filha, a estudante de Direito  Ariely da Silva Lopes que iria completar 21 anos no dia 3 de janeiro, e a morte neto, o pequeno Emilton Jorge Neto, de quatro anos. Ela (Ariely) levou três tiros, um deles na cabeça. O menino levou um tiro na nuca e morreu dormindo na cama da mãe

 
O crime, segundo Emilton, aconteceu por volta das 8 horas de quinta-feira (01), véspera do feriado de Finados. A jovem morreu após abrir o portão da casa. O assassino entrou e matou o menino dormindo.
 
Apesar da dor, o sargento Emilton afirma que não tem ódio do assassino, até porque sua religião evangélica não permite. “Quero apenas Justiça. Quero que a Polícia Civil investigue e prenda o culpado, e que a Justiça o condene”, afirma o militar.
 
Direito, o sargento Emilton diz que a filha e o suspeito do dublo homicídio nunca viveram juntos. Os dois tiveram um relacionamento rápido quando Ariely tinha apenas 16 anos, e Jeanderson estava servindo como recruta do Exército Brasileiro.
 
Neste mesmo ano, segundo Emilton, Jeanderson se envolveu em um assalto com amigos dele do Exército e acabou preso. Logo em seguida foi condenado, quando o pequeno filho dele nasceu.
 
Quando o menino, Emilton Neto nasceu, dias depois Ariely registrou ocorrência na Justiça e pediu o pagamento de pensão alimentícia. Só que, devido à demora da Justiça, e o fato de Jeandersoin nunca ter emprego fixo para comprovação de renda, o pai de Emilton Neto nunca sequer deu um centavo para o filho.
 
Além de não pagar pensão, o pai também nunca fez questão de ver a criança, que foi criada pela mãe com a ajuda dos avós. Distante, Jeanderson e Adriely não mantinham mais nenhum tipo de contato, nem se comunicavam, nem pessoalmente, nem por telefone.
 
Só que, no dia da tragédia, Jeanderson estranhamente ligou para o sargento Emilton, que estava em seu local de trabalho, no Projeto Rede Cidadã, localizado ao lado do Cisc-Norte, no bairro Planalto.
 
A ligação, segundo o militar, aconteceu minutos depois das 9 horas. Ou seja, quando mãe e filho já estavam mortos. O sargento Emilton disse que a ligação foi feita para a montagem e um álibi falso dentro de um plano diabólico já previemento traçado pelo criminoso. Além de ligar, o que nunca tinha feito antes, Jeanderson ainda foi se encontrar com o sargento em seu local de trabalho.
 
“Ele me ligou, o que nunca havia feito antes, até porque nunca se preocupou com o filho, alegando que o menino estava doente e que ele estava levando dinheiro para comprar remédio. Eu estranhei, mas o recebi”, conta o militar.
 
Jeanderson foi ao Projeto Rede Cidadã e entregou para o sargento Emilton R$ 100.00 e foi embora de moto. Logo em seguida o militar recebeu a notícia da morte da filha e do neto, executados a tiros dentro da cada da jovem no bairro Serra Dourada.
 
O sargento Emilton acredita, pelas circunstâncias do crime, que Jeandcerson se revoltou, possivelmente após receber a intimação da Justiça para uma audiência de pagamento de pensão alimentícia.
 
“Não foi um crime passional, primeiro porque eles nunca viveram justos. Apenas namoraram alguns meses antes da criança nascer. Segundo também não foi um roubo, pois quem matou não levou nada”, explica o sargento, que fala fazendo pausas devido o trauma ainda muito presente.
 
Na conversa que a reportagem teve com o sargento Emilton surgiram fatos novos. Minutos antes da 8 horas de quinta-feira, Ariely recebeu uma ligação de uma pessoal, possivelmente de Jeanderson, mas se passando por outra pessoa, pedindo para que ela abrisse o portão da casa.
 
Ao abrir o portão, Ariely teria dado de cara com Jeanderson já armado. Ele tentou voltar para dentro da casa, mas levou o primeiro tiro. Caiu e ainda foi baleada outras duas vezes, inclusive na cabeça, morrendo na hora.
 
O assassino entrou, matou a criança dormindo e depois fugiu de moto. “No celular dela (de Ariely), tem uma ligação às 8 horas, ou um pouco antes da 8 horas. Para comprovar quem ligou, mas rastrear a ligação e descobrir o proprietário do aparelho que ligou. Eu acredito que a Polícia já esteja fazendo isso”, comenta Emilton.
 
Questionado sobre a gravidez de filha, o militar desmentiu, mas ponderou que a Polícia também deve investigar isso. “Se ela estivesse grávida, com certeza teria falado para a família. Segundo, no dia em que foi morta estava menstruada. Mesmo assim o delegado João Bosco pediu colheta de sangue para comprovar ou não a gravidez”, explica o pai de Ariely e avó do pequeno Emilton.
 
Ainda questionado sobre o envolvimento de Jeanderson em outro crime de homicídio, o sargento Emilton não confirmou, mas também não descartou. “Não sei. Nunca ouvi falar. Confirmou que ele foi preso por roubo. Saiu em liberdade condicional, mas acredito que a Polícia também deva investigar essas novas denúncias”, ponderou o sargento da Polícia Militrar.
 
Para finalizar, o sargento Emilton fez um apelo. Ele garante que algumas pessoas viram quando a moto com um homem parou em frente da casa, e essa pessoa era Jeanderson. Ele é conhecido, pois mora no mesmo bairro. Só que essas pessosas estão com medo de falar.
 
“Não tenham medo de falar. Podem ligar para a Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), no telefone (65) 3901-4825. Ou até mesmo para a Polícia Militar, no 190. Denunciem  anonimamente, pois a Polícia guarda, como guarda em todos as denúncias, o sigilo das informações. Informações que podem reforçar ainda mais as investigações e ajudar a mandar o assassino para a cadeia.
 
Jeanderson sumiu misteriosamente após o duplo homicídio. Um advogado já ligou para o delegado João Bosco, da DHPP, prometendo apresentá-lo nos próximos dias.
 
José Ribamar Trindade
Redação 24 Horas News

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