05/11/2015 - Jornalista pede ajuda para internar irmão

Uma crise psicótica, provocada pelo uso contínuo de álcool, levou o policial militar Rogério Marcos Velasco, 45, à internação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Morada do Ouro, na última sexta-feira (30).

A jornalista Rose Velasco, irmã de Rogério, busca a internação compulsória para que ele possa se recuperar do vício. Segundo conta, ele é agressivo e já ameaçou toda a família. "Precisaram amarrá-lo e dopá-lo para que fosse atendido, porque queria fugir e tentou bater no meu pai".

O problema, de acordo com a família, é a demora do poder público em avaliar o paciente e conseguir uma clínica para que ele possa fazer o tratamento.

A irmã alerta que desde 2003 existe uma ordem judicial a pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) para que Rogériose submeta a tratamento psicológico, mas ele nunca cumpriu."Como era casado deixamos que a companheira cuidasse, só que ela também foi irresponsável porque nunca nos informou que ele não fazia o tratamento e só estava piorando".

Rose destaca que o irmão nunca passou por nenhuma consulta psiquiátrica e não tem um diagnóstico preciso sobre a doença dele. "Esse final de semana ele surtou e chamamos o Samu que o encaminhou aqui para a UPA, onde ficou internado".

Rose denunciou que o irmão recebeu alta da unidade de saúde sem que a família fosse comunicada. "Eu responsabilizo o médico que deu alta para meu irmão, porque ele não tem condições de ficar em liberdade. Representa uma ameaça não só para a família, mas para a sociedade como um todo".

Outra questão que preocupa a família é o fato de Rogério ser policial militar, sabe usar arma de fogo e estar ameaçando matar os pais. Rose relata que ele já foi detido por ter ferido a companheira com um tiro na barriga e responde um processo por lesão corporal. "Quando aconteceu isso, pensamos que ia buscar ajuda para fazer o tratamento. Mas, isso não aconteceu e ficou pior".

Rose informa que o irmão está lotado na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e já relatou à superintendente administrativa todos os problemas que vem enfrentando com a saúde de Rogério, na tentativa de conseguir interná-lo. "Não quero que meu irmão seja mais um número nas estatísticas de morte. Por isso, estou implorando ao município e ao Estado para que ele seja internado e receba o tratamento adequado.

Outro lado

Entramos em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Cuiabá e até o fechamento da matéria não obtivemos retorno.

 

 

Soraya Medeiros, repórter do GD

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