06/02/2012 - Onda de assaltos deixa Poxoréu sem bancos e beirando crise financeira

A onda de assaltos a agências bancárias e de arrombamentos a caixas eletrônicos em Mato Grosso tem provocado uma crise financeira e quase a estagnação no comércio no pequeno município de Poxoréu (a 241 km de Cuiabá). 

A situação salta aos olhos justamente devido às pequenas proporções da cidade, de aproximadamente 17 mil habitantes segundo o IBGE em 2010. É que desde novembro, quando uma quadrilha do tipo “Novo Cangaço” assaltou a agência local do Banco do Brasil, o município está sem banco.

Na ação, o único banco da cidade – com exceção de uma agência da Primacred, cooperativa de crédito – teve sua estrutura destruída. Desde então, a superintendência vinha improvisando um posto extremamente limitado para atendimento na agência dos Correios, alvo de reclamações especialmente por parte dos aposentados e o qual foi palco de uma tentativa frustrada de assalto na última quinta-feira (02) que também danificou a estrutura do local. Agora, não há mais sequer caixa.

Sem banco, a população da cidade - inicialmente garimpeira e hoje de economia agropecuária - tem tido que se deslocar cerca de 40 km até o município de Primavera do Leste, antigo distrito de Poxoréu, para realizar saques e depósitos. Como as pessoas já têm de se deslocar, acabam fazendo suas compras em Primavera mesmo, onde os preços são mais módicos. E, com a queda do volume de dinheiro circulando na cidade, o comércio reclama, à beira da estagnação. 

“Hoje o nosso povo está sofrendo porque depende de Primavera pra tudo”, indigna-se o presidente da Câmara Municipal, vereador Edson Pereira Figueiredo (PT). Ele relata que, dentro da cidade, a população têm “se segurado” por meio de saques de até R$ 500,00 que podem ser feitos num supermercado. 

A Superintendência do Banco do Brasil prometeu, assim que a agência foi assaltada no ano passado, reformar a unidade até o Reveillon, mas não cumpriu. O resultado foi um dos piores Natais do comércio local. “Em Paranatinga, ocorreu um assalto na agência deles e três, quatro dias depois o serviço já tinha voltado. Em Poxoréu, ficamos três meses sem perspectiva”, queixa-se o vereador.

Já o prefeito Ronan Figueiredo Rocha (PMDB) afirma que o pior já passou. Embora a cidade ainda experimente um transtorno financeiro, ele confia no último prazo dado pela superintendência do Banco do Brasil para a reforma da agência – o próximo dia 10. 

Rocha tem mantido o diálogo com o superintendente e com o gerente local e prevê o retorno do volume de circulação monetária dentro da cidade com o restabelecimento do serviço bancário a partir da próxima semana.

“Com o banco voltando a funcionar, a economia também volta”, resume.

 

Da Redação - Renê Dióz

Comentários

Data: 10/02/2012

De: Poxoréu

Assunto: Não funcionamento do Banco do Brasil, atrapallha comercio em Poxoréu

Realmente o problema torna proporçoes maiores quando se limita as condiçoes financeiras do municipio, Se analisarmos a situação perceberemos que o comercio local sofre, logo o dinheiro que aqui seria investido vai pra cidade visinha.

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