06/04/2016 - Governo de MT deve ampliar cortes para garantir ajuste fiscal e salário em dia; meta é receita crescer

06/04/2016 - Governo de MT deve ampliar cortes para garantir ajuste fiscal e salário em dia; meta é receita crescer

O risco de desequilíbrio das contas do governo de Mao Grosso, para junho ou julho é real, e do ponto de vista meramente financeiro é o maior que todos os outros meses anteriores, principalmente por conta da reposição de quase 10% nos salários dos servidores, legalmente programado para maio. O governador José Pedro Taques (PSDB) passou toda a manhã reunido com a equipe econômica, em seu gabinete, no Palácio Paiaugás, nesta terça-feira (5), discutindo alternativas para o enfrentamento da crise que se arrasta desde o ano passado e não demonstra perspectiva de arrefecer em curto prazo.


 “É como se estivesse fazendo um castelo de areia na praia. Se tiver um desequilíbrio fiscal, é como aquela onda que passa e leva tudo. Ninguém vai ficar construindo nada se vai vir uma onda e destruir”, afirmou uma fonte fidedigna do Olhar Direto, com livre acesso no Palácio Paiaguás.


Taques se reuniu com os secretários Paulo Brustolin, de Fazenda; Marco Aurélio Marrafon, de Planejamento;  Júlio Cesar Modesto, de Gestão; e Patryc Ayala, da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Ele sabe que só não houve perda grande de arrecadação no ano passado por causa do choque de credibilidade e do esforço redobrado da Secretaria de Estado de Fazenda, sob o comando do secretário Paulo Brustolin. Aliado a isso, houve a criação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), que resgatou quase R$ 500 bilhões no ano passado.


 “Sem equilíbrio fiscal, não há crescimento, a incerteza domina, o risco agregado é muito grande. Ninguém vai tomar risco com seu próprio dinheiro”, declarou Pedro Taques, em entrevista anterior para o Olhar Direto.


 Desde 2015, o governo de Mato Grosso tomou medidas em que está “cortando na carne as suas despesas”. Números do Tesouro de Mato Grosso, divulgados após entrega do Balanço Anual ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), mostram que as despesas totais com custeio ((manutenção da máquina pública) caíram 22% no ano passado, frente ao mesmo período do ano de 2014.


 Existe quase um consenso no seio do empresariado que o ajuste nas contas públicas – implementado sem aumento de tributos e com fortíssimos cortes de gastos – deve atrapalhar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).  “O ajuste fiscal precisa eleger os setores com mais gordura para queimar. Hoje temos uma crise econômica, social e política”, resumiu uma fonte do Olhar Direto.

 

 

 

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

 

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