06/05/2015 - Taques descarta da saída do PDT

O governador Pedro Taques praticamente concretizou sua permanência no PDT após se reunir com todos os senadores da sigla que reafirmaram apoio incondicional às pretensões do governador de Mato Grosso que nos anos de 2011 a 2014 foi senador da República, onde construiu uma forte relação profícua e de resultados. Mesmo admitindo que as fusões do PSB com o PPS e do PTB com o DEM, abrem perspectivas legais para que ele possa trocar de partido sem a exigência da fidelidade partidária e sem correr o risco de perder seu mandato ou ter o mesmo reclamado na Justiça Eleitoral em julgamentos que se arrastam por toda uma eternidade, a tendência do chefe do Estado de Mato Grosso é a permanência no único partido ao qual já pertenceu e que hoje se tornou, em nível de Mato Grosso, maior que a própria sigla. 

 

“Não vou negar que nosso grupo discute muito o futuro político, então está em debate a situação e a minha posição em relação ao PDT e sua postura em relação ao governo federal pesa em nossa situação”, disse o chefe do Executivo Estadual. Pedro Taques, no entanto, assimila que o momento e as dificuldades enfrentadas pelo Estado lhe remetem à dedicação total para os assuntos de interesse de Mato Grosso, ficando em segundo plano a questão de seu futuro partidário no PDT. 

 

As palavras ditas pelo governador durante as solenidades em comemoração aos 150 Anos de Nascimento do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, no Distrito de Mimoso, já não eram as mesmas, após o apelo dos senadores do PDT pela permanência de Taques na agremiação e pelo reforço na postura independente do governador de Mato Grosso, seja em relação ao governo federal, seja em relação às futuras definições com base nas próximas eleições. 

 

Nomes de senadores como Cristovam Buarque, Antônio Reguffe e Acir Gurgacz asseguraram ao governador Pedro Taques e ao também governador do Amapá, Waldez Góes, os únicos do PDT, o reforço nas políticas desenvolvidas por eles e a intenção dos representantes no Senado e na Câmara Federal em defender o cumprimento de obrigações como os repasses do FEX e de outras obrigações constitucionais que o governo federal insiste em não honrar. O PDT tem 20 deputados federais e cinco senadores, além de 72 deputados estaduais e 3,563 mil vereadores, sendo que a intenção é reforçar a sigla para enfrentar as eleições de 2016, o que reforça a postura do governador Pedro Taques que deverá ser candidato à reeleição em 2018 caso as regras não sejam alteradas ou que sejam mantidos os mesmos direitos para os atuais mandatários de cargos eletivos.

 

 

 
Diário de Cuiabá

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