06/06/2013 - Mais de 40 mil evangélicos fazem manifestação em frente ao Congresso

A manifestação pela liberdade religiosa e de expressão, pela vida e família tradicional em frente ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (5/6), teve início às 15h. A Polícia Militar estimava público de 40 mil pessoas às 18h. A estimativa de público da Polícia Militar é bem menor que a da organização do evento, que garante ter reunido 100 mil membros de igrejas evangélicas no local.

 

Principal organizador do evento, o pastor Silas Malafaia foi quem falou por mais tempo e fez o discurso com mais ataques aos "adversários" dos evangélicos. Ele começou com diversas críticas ao que chamou de "ativismo gay", em referência ao movimento LGBT.

 

"O crime de opinião foi extinto e o ativismo gay quer dizer que a minha opinião sobre a união homoafetiva é crime. Nós chamam de fundamentalistas, mas eles são fundamentalistas do lixo moral, o ativismo gay é o fundamentalismo do lixo moral", afirmou Malafaia. "Tentam comparar com racismo, mas raça é condição, não se pede para ser negro, moreno ou branco. Homossexualidade é comportamento. Ninguém nasce homossexual", complementou.

 

Malafaia criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por terem "na caneta" aprovado a união civil entre pessoas do homossexual e obrigar cartórios a registrar o casamento gay. Criticou ainda o governo pela indicação de Luís Roberto Barroso para o STF por ele já ter defendido a legalização do aborto. Atacou ainda o PT destacando o julgamento do mensalão e sugerindo que a indicação de Barroso poderia ter como objetivo absolver os condenados. "O povo quer ver os mensaleiros na cadeia", disse. Encerrou destacando ser o objetivo do evento mostrar a força dos evangélicos. "Esse nosso evento é um ensaio, um exercício de cidadania. Não somos cidadãos de segunda classe, vamos influenciar a nação".

 

Um dos mais ovacionados pelo público foi o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da comissão de Direitos Humanos da Casa. Ele citou em seu discurso os ataques que sofreu desde que assumiu a comissão. "Depois de 90 dias no vale da sombra, das mortes, estou aqui para dizer que represento vocês", disse Feliciano. Ele afirmou ainda que a "família" tem de vir antes do governo e da sociedade e concluiu seu pronunciamento dizendo esperar pela eleição de um presidente da República evangélico.

 

Outro tema que motivou protestos de vários dos convidados a discursar foi o projeto que criminaliza a homofobia, em tramitação no Congresso. O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou que há um objetivo de criar uma "casta de homossexuais" e garantiu que a bancada evangélica não deixará essa proposta ser aprovada.

 

Apesar de o evento ter sido convocado como manifestação pacífica houve truculência no palco quando seguranças confundiram, no palco, a bandeira de uma igreja com a do movimento LGBT. O material era da Igreja Quadrangular e foi apreendido de forma brusca pelos seguranças que retiraram com força um pastor e outro integrante do grupo. Após ter sido esclarecido que os envolvidos na confusão eram evangélicos a entrada deles foi liberada, mas a organização confiscou a bandeira afirmando que o material não poderia ser exibido para não vincular o evento a nenhuma igreja específica.

Fonte: Mais Goiás

COMENTÁRIOS

Data: 08/06/2013

De: cidadã

Assunto: sem noção

Quanta intolerância! E ainda ousam falar em nome de Deus. O holocausto foi ontem, vamos mesmo esquecer como tudo começou?.

Data: 07/06/2013

De: CARLOS

Assunto: MANIFESTAÇÃO

EU APOIO O PASTOR,QUANDO ELE DEFENDE RELIGIÃO....E SOU CONTRA,QUANDO ELE MUDA O TEMA(RELIGIÃO PRA POLITÍCA).esperar pela eleição de um presidente da República evangélico.NÃO PODEMOS USAR RELIGIÃO PRA FAZER POLITICA.

Data: 13/06/2013

De: Carla

Assunto: Re:MANIFESTAÇÃO

Eu estou a favor da igreja...

Novo comentário