07/01/2012 - Travesti denuncia ter sido agredida por policial militar de Juína

 

A travesti identificada como “Júlia”, procurou a Polícia Civil na tarde desta sexta-feira, 6, para registrar um Boletim de Ocorrências (B.O) contra um policial militar de Juína, por supostas agressões que teria sofrido na madrugada, momento em que ela havia sido abordada por pelo menos três policiais.
 
Segundo a denúncia, o policial que estava em serviço, se aproximou da mesma com violência. “Eu estava conversando com um cliente, aí ele chegou nos abordou, ele estava fardado e com a viatura, acompanhado de mais dois policiais. Ele revistou meu cliente com agressividade e mandou ele embora. Daí chegou em mim e perguntou se eu ficava com algum policial. Eu disse a ele que todo mundo passa alí. Mas ele queria saber quem era o policial que eu fico” – contou.
 
Júlia ainda afirmou que o PM estava com sinais de embriagues. “Ele falava cuspindo e com hálito de álcool insuportável. Aí ele me algemou, inclusive tenho marcas no pulso e começou a me agredir” – denunciou.
 
De acordo com a travesti, as supostas torturas duraram muito tempo. “Só parou quando eu falei pra ele que o dever do policial é deter e conduzir, não torturar” – indagou.
 
Após confeccionar o B.O, a travesti foi ouvida e adiantou que vai levar a denúncia ao Ministério Público. O JNMT procurou o Comando da Polícia Militar e segundo o Tenente Fontes, será aberto um procedimento para apurar o caso. “Primeiramente é importante falar que até agora não chegou nenhum documento formal e nem a pessoa veio aqui realizar a denúncia, ficamos sabendo através da reportagem. Vamos ouvir as testemunhas e os envolvidos no caso. Se concluindo que realmente houve indícios de crime ou de transgressão disciplinar, esse militar pode estar respondendo tanto na esfera administrativa como na esfera penal pelo fato que ele cometeu” – destacou Fontes.
 
Procurado pelo JNMT, o soldado Diogo, preferiu não gravar entrevista, mas negou às agressões. Ele disse que apenas fazia o trabalho de rotina. Segundo o policial, havia sido registrado um furto a uma empresa nas proximidades do fato e as características seriam semelhantes da travesti e do suposto cliente dela, por isso foi realizado a abordagem. Ele também negou ter ingerido bebida alcoólica durante o trabalho.
 
A Polícia Militar de Juína é uma instituição muito respeitada na região e tem mostrado ações positivas na redução da criminalidade. Em 2011, houve redução de pelo menos 15% no número de ocorrências como furtos, apreensão de armas de fogo e de drogas no município, se comparando com o ano anterior.
 
 
Ivan Pereira/ de Juina
 

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