07/01/2014 - Envolvido em fraude de R$ 700 mi, Mauro está nas manchetes nacionais

O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), está nas manchetes de veículos nacionais como Estadão, Veja, Terra e Brasil 247. Isso porque o socialista está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), a pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), por conta de uma suposta fraude que pode chegar a R$ 700 milhões. Ele e o sócio Valdinei Mauro de Souza, conforme decisão proferida pelo juiz do TRT Paulo Roberto Brescovici, teriam fraudado um processo de leilão judicial para a compra da mineradora Maney Casa de Pedra.

 

Na decisão do magistrado, a filha de Valdinei, Jessica Cristina de Souza, é citada como “laranja”. Ela teria participado do processo, mas transferiu 98% da administração das cotas ao próprio pai e a Mauro. Logo após a arrematação a propriedade foi passada aos dois, caracterizando falsidade ideológica, conforme entendimento jurisprudencial. A proposta de compra foi na qualidade de representante da Bimetal Participações  e o socialista se apresentou como garantidor.

A suposta fraude foi descoberta após um processo de investigação realizado pela Corregedoria do TRT, que analisava a atuação do juiz Luis Antônio Torres na venda da empresa de mineração, para pagamento de dívidas trabalhistas. Ele, que está afastado do cargo, é suspeito de ter atuado no processo para favorecer o agora prefeito e o sócio, em troca de uma propina de R$ 185 mil.

 

Em nota, assinada pelo secretário municipal de Comunicação, Kleber Lima, encaminhada ao Estadão, a Prefeitura de Cuiabá afirma que “Mauro Mendes não é parte no processo trabalhista e jamais foi chamado aos autos”. Parte da investigação corre sob sigilo, mas a assessoria garante que o prefeito não é investigado pelo Ministério Público Federal. O secretário ainda garante que a transferência das cotas foi “uma transação totalmente legal”.

 

Ainda conforme o jornal, na nota, o secretário reiterou que, quando Mauro se tornou sócio da empresa não era prefeito de Cuiabá. Ele ainda questionou a rapidez com que o juiz Brescovici proferiu sua decisão."O juiz citado recebeu uma ação anulatória às 14h34 do dia 30 de agosto de 2012 e expediu sua decisão de 30 laudas às 15h07 do mesmo dia. Ou seja, em exatos 33 minutos ele exarou uma decisão". 

 

Victor Cabral

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