07/01/2016 - Gêmeos são enterrados e mãe está gravíssima

07/01/2016 - Gêmeos são enterrados e mãe está gravíssima

 

Os bebês gêmeos Kayo e Kayque foram enterrados na manhã desta quarta-feira (06), no cemitério Souza Lima em Várzea Grande. Enquanto a mãe deles, Ivani Antonia Padilha, 36, se encontra em coma induzido no Hospital Santa Helena em Cuiabá. 

 

O pai dos gêmeos, Cene Rosário da Silva está revoltado e quer explicações dos médicos que fizeram o parto cesariana na sua mulher no domingo. "Eles esperaram três dias para retirar os meus filhos, depois que já estavam mortos. Isso é inadmissível", desabafa.

 

A família de Ivani afirmou que durante todo o período da gestação a jovem teve acompanhamento médico normalmente e, que ela não havia passado mal em nenhum momento. "Nós queremos saber oficialmente as causas das mortes dos meus filhos".

 

Cene disse que os médicos relataram que os bebês morreram devido a uma eclampse que Ivani sofreu. "Quando eu trouxe a minha mulher no dia 31 de dezembro ela não estava com eclampse, estava perdendo líquido e sangrando. Mas, mesmo assim eles a mandaram para casa".

 

A cunhada Gonçalina da Silva destaca que ontem Ivani passou por duas cirurgias, a retirada da vesícula e do útero. "Os médicos disseram que tiveram que retirar o útero porque ele dilatou e estava causando hemorragia".

 

Gonçalina informa que a cunhada está em coma e precisa urgentemente de mais sangue e de plaquetas. "O hospital nos ligou hoje pela manhã dizendo que ela precisa continuar com a transfusão de sangue, porque ainda não conseguiu interromper a hemorragia".

 

"Eu pretendo pegar uma cópia do prontuário médico e tomar atitudes cabíveis quanto a isso, porque até agora não tem explicação de nada. Perdi meus filhos e, minha mulher está entre a vida e a morte", afirmou o marido.

 

Outro lado


A reportagem do GD entrou em contato com a direção do hospital, e foi informada que as causas da morte dos bebês estão sendo investigadas e que a paciente sofreu complicações após o parto.

 

Ainda segundo o hospital, na quinta-feira (31) a jovem foi prontamente atendida e medicada para dor, que era a queixa, e que foi liberada após o relato da própria paciente de que a dor acabara. "Ivani foi liberada em companhia do marido, após orientações de retorno mediante trabalho de parto ou intercorrências".

 

A direção do hospital Santa Helena destacou que a paciente está tendo toda a assistência necessária para a sua recuperação. 

 

 

 

Soraya Medeiros, repórter do GD

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