07/03/2013 - Em nota, Governo decide manter a anulação dos concursos das polícias Civil e Militar de Goiás

 

O Governo de Goiás divulgou, em reunião na manhã de hoje, a decisão de manter o cancelamento dos concursos da Polícia Civil e Militar, suspensos temporariamente pelo próprio Governo na segunda-feira (4/3) por indícios de fraude. A decisão foi anunciada por nota oficial divulgada na tarde desta quarta-feira (6/3).
 
 
Em entrevista coletiva realizada no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, o secretário da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), Giusepe Vecci, firsou que "o Governo decidiu manter a anulação do concurso porque entende que dessa forma fica garantida a segurança jurídica do certame".
 
Ele também anunciou a sequência com o novo cronograma das provas dos concursos públicos para os cargos de agente de Polícia Civil; escrivão da Polícia Civil; soldado da Policia Militar; técnicos do Instituto Mauro Borges (IMB); oficiais e cadetes da Polícia Militar; delegado da Polícia Civil; e para o Processo Seletivo Simplificado da Sectec.
 
De acordo com o documento a primeira prova será para Agente de Polícia Civil, no dia 17 e a última no dia 28 de abril, para o Processo seletivo simplificado da Sectec.
 
Na nota fica reiterada também a permanência da Universidade Estadual de Goiás (UEG) como realizadora do certame. "O governador Marconi Perillo confia plenamente na UEG, que já realizou 132 concursos envolvendo mais de um milhão de pessoas, todos bem sucedidos", lembrou o secretário da Segplan.
 
"Temos um histórico de credibilidade", reiterou o reitor da UEG, Haroldo Heimer, anunciando que a UEG está empenhada em superar as diferenças internas para realizar um concurso que ofereça toda transparência e lisura. "Vamos mudar o método de elaboração das provas e também a equipe técnica que será formada fundamentalmente por novos membros da própria UEG e de outras instituições".
 
Segundo secretário da Controladoria Geral do Estado, José Carlos Siqueira, o governador decidiu pelo cancelamento para não macular a lisura do concurso. "Assim que a imprensa divulgou o gabarito mostrando indícios de fraude, o governador Marconi Perillo determinou a imediata suspensão do concurso e agora decide oficialmente cancelar as provas para garantir chance equitativa a todos os concursandos".
 
O secretário garantiu também que as investigações de suspeita de fraude continuam.
 
Leia a nota na íntegra:
 
"O Governo de Goiás, em reunião na manhã de hoje (quarta-feira, 6 de março), com a presença do secretário de Gestão e Planejamento, do secretário-chefe da Controladoria Geral do Estado, do procurador-Geral do Estado, do reitor da Universidade Estadual de Goiás, do chefe do Gabinete do Governador e de um representante do Tribunal de Contas do Estado de Goiás, houve por bem recomendar ao governador, por unanimidade, três providências:
 
1. Manter a anulação das etapas já realizadas dos concursos públicos para soldado e oficial da Polícia Militar; escrivão, agente e delegado de Polícia Civil; pesquisador do Instituto Mauro Borges; e cargos técnicos e administrativos da Secretaria de Ciência e Tecnologia.
 
2. Ratificar a permanência da Universidade Estadual de Goiás como entidade responsável pela realização dos concursos;
 
3. Divulgar nesta oportunidade novo cronograma de aplicação das provas anuladas.
 
O Governador do Estado, sempre compromissado com a realização de concursos públicos éticos, legais e juridicamente seguros, e considerando o interesse público, houve por bem acolher, na íntegra, as recomendações.
 
O Governo de Goiás reitera sua confiança na Universidade Estadual de Goiás, que, para orgulho de todos os goianos, de quem é patrimônio inalienável, por meio do seu Núcleo de Seleção já realizou com pleno êxito 132 concursos, envolvendo neles mais de 1 milhão de pessoas, não sendo demais lembrar que as mais respeitadas universidades do Brasil realizaram concursos com graves problemas que levaram a suas anulações.
 
A apuração das irregularidades prosseguirá. 
 
O Governo toma esta decisão comprometido com a transparência e a lisura de seus atos e, ainda, visando prevenir possíveis danos ao interesse público e ao dos concursandos, sobretudo por estar comprometido com a segurança jurídica do que faz."
 
Fonte: Mais Goiás

 

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