07/03/2015 - Colunista acusa presidente da AL de operar em factoring

A colunista social Karina Nogueira, ex-mulher do empresário Júnior Mendonça, delator da Operação Ararath, afirmou, na tarde desta quinta-feira (6), que o esquema de lavagem de dinheiro continua funcionando, mesmo com as ações judiciais em curso.

Em depoimento ao juiz federal Jeferson Schneider, após ter sido arrolada para testemunhar em favor do ex-secretário de Estado Eder Moraes, Nogueira afirmou que o esquema conta com a participação de políticos da Assembleia Legislativa – citando, inclusive, o nome do presidente do Legislativo, Guilherme Maluf (PSDB).

De acordo com a colunista, os políticos seguem movimentando empréstimos supostamente fraudulentos, por meio de uma factoring de Júnior Mendonça, a Globo Fomento Mercantil.

“O esquema conduzido através de empréstimos fraudulentos continuam. Inclusive, o deputado Guilherme Maluf e companhia continuam usufruindo dos empréstimos através da factoring. Eu tenho informantes dentro da Assembleia [Legislativa] que já me informaram e provaram isso”, afirmou a colunista ao site Hipernotícias.

Conforme consta no inquérito, a factoring Globo Fomento teria sido usada como fachada para a realização de esquemas de agiotagem e lavagem de dinheiro, ações que configuram em crimes contra o sistema financeiro. 

As transações financeiras também ocorreriam por meio da rede Amazônia Petróleo.

Outro lado

Por meio de nota enviada por sua assessoria, o deputado Guilherme Maluf disse “lamentar” as declarações feitas pela colunistas e rechaçou a participação em qualquer tipo de prática ilegal.

O parlamentar infirmou que sua assessoria jurídica estuda a possibilidade de ingressar com uma ação judicial contra as “declarações infundadas da colunista social”.

Confira abaixo a íntegra da nota enviada por Maluf:

“Em relação às declarações da colunista social Kharina Nogueira, durante depoimento na Justiça Federal, nesta sexta-feira (6), o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf, tem a informar que:

1 – Lamento as declarações da colunista social, uma vez que denúncias foram feitas sem a apresentação de nenhuma prova.

2 – Rechaço qualquer tipo de prática ilegal envolvendo meu nome com o empresário Júnior Mendonça ou em qualquer ato ilícito.

3 – A Assembleia Legislativa não possui em vigência, nenhum procedimento de contrato com as empresas de Júnior Mendonça.

4 – Os gastos com combustíveis da Assembleia Legislativa dos últimos anos estão sendo alvo de auditoria interna da Casa de Leis, desde o início da gestão da nova Mesa Diretora.

5 – A Assessoria Jurídica vai estudar se será tomada alguma medida com relação às declarações infundadas da colunista social.

6 – Me coloco a disposição da justiça e da sociedade mato-grossense para qualquer tipo de esclarecimento."

 

 

Da Redação

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