07/04/2015 - PSDB aguarda anúncio de saída para fazer convite a Taques

O presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado federal, Nilson Leitão (PSDB), disse que a legenda aguarda uma definição da parte do governador Pedro Taques (PDT) sobre se pretende ou não deixar ou não seu partido, para que, então, seja feito um convite oficial para ele se filiar ao tucanato. 


Embora confirme conversas de “bastidores” com o governador, Leitão afirmou que qualquer convite oficial, neste momento, seria “deselegante”. 


“O Taques é muito bem vindo ao nosso partido. Mas, para que possamos fazer o convite oficial, é preciso que ele decida primeiro se sairá ou não de seu partido”, afirmou Leitão ao MidiaNews. 

“Qualquer conversa formal, por enquanto, seria deselegante. Acreditamos que o primeiro gesto deve partir do próprio Taques. Temos que ter muito cuidado, para não invadirmos o espaço alheio”, completou ele. 


Leitão confirmou que Taques também esteve reunido com o presidente nacional da sigla, o senador Aécio Neves, mas disse que, durante a reunião, não foi discutido nada em específico sobre essa possível filiação. 

Questionado se Taques teria comunicado a ambos sobre um eventual desconforto ou, até mesmo, uma crise que estaria instalada internamente no PDT, Leitão preferiu não polemizar.

Ele disse apenas que “aquilo que a gente sabe é o que se vê na própria imprensa, aquilo que já está público". 


"Sabemos desse certo desconforto no partido, mas acreditamos também que é algo que pode ser corrigido”, afirmou o tucano. 


“Agora, não resta dúvida de que o Taques representa uma grande liderança, não só no Estado, uma liderança nacional. E, caso ele confirme o desejo de deixar seu partido, iremos tentar, sim, trazê-lo para o PSDB. Por enquanto, PDT e PSDB mantêm uma relação harmoniosa”, disse Leitão. 


“Conflito de interesses”


Nos bastidores, as informações são de que uma ida de Pedro Taques ao PSDB poderia gerar alguns “conflitos no futuro”. 


Isto porque o senador Aécio Neves é um candidato natural para voltar a disputar a Presidência da República em 2018 e já existem também especulações dando conta de uma possível candidatura de Taques ao Palácio do Planalto. 

 

Leitão disse que qualquer conversa nesse sentido é muito “prematura”. 


“Acho que ainda é muito cedo para falarmos sobre isso. O Taques tem apenas três meses de Governo, mas é indiscutível que grandes vitórias são possíveis por meio de grandes batalhas”, afirmou o deputado. 


“Assédio” 

Em entrevistas recentes, o governador Pedro Taques confirmou que tem sido “assediado” por alguns partidos, contudo, não confirmou uma saída do PDT. 


“Tenho recebido, sim, vários convites. Vários presidentes de partido me convidaram. Agora a saída do partido depende de uma reflexão, pois é decisão muito importante", disse ele. 

Além do PSDB, o PSB também é uma das siglas supostamente interessadas na filiação do governador do Estado. 


“O governador recebeu o convite de mais de seis partidos, nesses últimos 20 dias. É só isso que posso dizer. Ele ouviu, se sentiu grato pelos convites, que partiram das mais diversas lideranças nacionais. Mas ele está avaliando isso com muita cautela e tranquilidade política”, afirmou o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.


“Crise” 

A suposta crise interna no PDT teve como estopim a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. 

O presidente do partido em Mato Grosso, deputado estadual Zeca Viana, acusou Pedro Taques de oferecer cargos no Governo aos deputados em troca de votos para a chapa a qual ele apoiou e que teve como vencedor o deputado e presidente da AL, Guilherme Maluf (PSDB). 

Até mesmo o secretário Paulo Taques, da Casa Civil, chegou a ser alvo de declarações de Viana, que, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa, o classificou como “mentiroso” e “vagabundo”.


“Nós estamos tocando o Governo, cada um fazendo a sua parte; o governador fazendo a parte dele, os secretários também. E nós não entendemos que haja uma crise no PDT. Entendemos que isso é uma coisa que não pode afetar o andamento de um Governo”, afirmou o chefe da Casa Civil.

 

 

Camila Ribeiro 

 

Da Redação

 

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