07/05/2016 - Diversidade cultural de Mato Grosso estará no palco do Vem pra Arena

07/05/2016 - Diversidade cultural de Mato Grosso estará no palco do Vem pra Arena

Do siriri à chula, da quadrilha ao rasqueado, a diversidade cultural do estado de Mato Grosso estará bem representada no palco desta primeira edição de 2016 do Vem Pra Arena, que acontece neste sábado (07), a partir das 17h, no entorno da Arena Pantanal. A entrada é gratuita.

“Como no ano passado, esta primeira edição celebra o 268º aniversário de Mato Grosso, comemorado no dia 09 de maio, e por isso prioriza a diversidade cultural do estado e nos permite mostrar que aqui tem muita coisa boa. Além disso, proporcionamos aos artistas vindos de diversas regiões um intercâmbio interessante”, observa Leandro Carvalho, secretário de Estado de Cultura.

O grupo de siriri Cuiabaninhos Franciscanos, uma das atrações do evento, leva para o palco uma das danças mais tradicionais da cultura cuiabana. Formado por 30 crianças, entre 9 e 12 anos que participam do projeto de musicalização desenvolvido na Escola Municipal Francisco Pedroso da Silva, no bairro São Francisco, o grupo preserva uma dança de roda centenária, valorizando a cultura local.
“Por meio da dança, do canto e dos instrumentos como a viola de cocho, as crianças aprendem a valorizar a sua história e as suas origens”, ressalta o professor de música e coordenador do projeto, Tomas Flaviano.

Os imigrantes que vieram da região Sul do país serão representados pelas danças tradicionais folclóricas como a chula, bailado característico do Rio Grande do Sul. Também com o objetivo de preservar a cultura local, de forte influência sulista, o grupo mirim CTG Pousada do Sul vem de Querência para se apresentar, pela primeira vez, no Vem Pra Arena. São ao todo 28 integrantes até 13 anos.

Já a quadrilha, dança típica das festas juninas, é uma das principais manifestações culturais da região do Araguaia que sedia anualmente um disputado festival. O Balancê do Cerrado, de Nova Xavantina, sobe ao palco do Vem Pra Arena para mostrar porque conquistou o primeiro lugar na última edição do evento, realizada no ano passado com apoio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

Criado em 2011, o Balancê do Cerrado preserva uma cultura forte na região e promove a inclusão social ao contar com muitos jovens entre os seus integrantes.

Expressão cultural herdada dos africanos, o Congo de Nossa Senhora do Livramento presta uma bela homenagem a São Benedito, o santo negro, Nossa Senhora do Rosário e São Gonçalo. Durante as encenações são recriados os personagens da época colonial do Brasil como reis, príncipes e duques.
A encenação é um espetáculo de cores e a reafirmação da fé de um povo oriundo de uma comunidade quilombola. A festividade é um teatro popular que encena uma guerra entre dois reinos, o Congo (vermelho) e o Monarca (azul).

Gastronomia e artesanato

Além das atrações artísticas e culturais, o público poderá conferir as novidades da Feira de Artesanato. Por meio do Programa de Artesanato da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), mais de 30 artesãos de diversas regiões do estado estarão comercializando seus produtos na área externa da Arena.

Haverá ainda uma feira gastronômica com diversos estabelecimentos, pratos variados e preços acessíveis.

Tanto a feira gastronômica quanto a de artesanato acontecem no domingo (08), das 17h às 22h. A entrada é gratuita e, neste dia, haverá show do Trio Brasilis.

 

 

 

Angélica Moraes | SEC-MT

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