07/06/2016 - PMs e bombeiros veem "má fé" do Governo em ação e dizem trabalhar insatisfeitos em Mato Grosso

07/06/2016 - PMs e bombeiros veem "má fé" do Governo em ação e dizem trabalhar insatisfeitos em Mato Grosso

As associações que representam as carreiras de policiais e bombeiros militares em Mato Grosso criticou a decisão do desembargador Alberto Ferreira de Souza, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que declarou a greve dos profissionais da segurança pública ilegal. Para os militares, o poder judiciário foi “induzido ao erro” por parte do Governo do Estado.

 

A primeira observação feita é de que as categorias não se encontram em greve. No entanto, a inserção das categorias como réus na ação, aflorou um sentimento de insatisfação junto ao Governo do Estado, o que pode deflagrar um movimento de resistência.

 

“A má fé verifica-se no fato de não entendermos como é possível um militar aposentado ou pensionista fazer greve? Vocês devem estar tão assustados quanto nós e devem estar percebendo, que esse governo é capaz até de inventar informações e plantar notícias falsas para alcançar os seus objetivos”, diz trecho de nota assinada pelas associações.

 

Eles também afirmam que estão trabalhando sem condições estruturais, pois não possuem fardamento e que os batalhões funcionam em unidades antigas, algumas até com banheiros sem condições de uso. “Esse governo também não constou em sua ação que os policiais e bombeiros militares não estão recebendo os direitos previstos em lei, como ajuda de custo, auxilio fardamento, bolsa pesquisa, diárias, hora extra, entre tantos outros”, diz trecho de nota encaminhada pelas associações.

 

Outra crítica é quanto a falta de armamento e munições. Segundo nota das associações, os alunos do curso de formação de soltados, sequer tem munições para aulas de tiros.

 

Ao final da nota, as associações confirmam que, apesar de não estarem em greve, as tropas estão desestimuladas, o que pode gerar na redução de produtividade dos serviços prestados na área de segurança pública. “A produtividade do serviço está diretamente relacionada ao sentimento de satisfação e entendemos que o culpado pela baixa produtividade e a drástica redução nas ações dos policiais e bombeiros militares de Mato Grosso é do Governador do Estado, que preferiu prestigiar segmentos da sociedade (produtores rurais e empresários) e servidores de outros poderes, em detrimento dos servidores do Poder executivo e da sociedade”.

 

Íntegra da nota:

As Associações dos Policiais e Bombeiros Militares de Mato Grosso, representadas pela Associação dos Oficiais (ASSOF), Associação dos Subtenentes e Sargentos (ASSOADE), Associação dos Cabos e Soldados (ACSMT) e Associação dos Militares Inativo e Pensionistas (ASMIP), vem público esclarecer a sociedade Mato-grossense que a decisão proferida em caráter liminar que declarou ilegal a greve dos servidores da Segurança Pública, em especial dos policiais militares e bombeiros militares, é equivocada e eivada de erro.

 

Essa afirmação é feita primeiro porque o judiciário Mato-grossense foi induzido ao erro, uma vez que o Governo constou em sua petição informações mentirosas, entre elas que os policiais e bombeiros militares estariam em greve.

 

Até a presente data todos os policiais e bombeiros militares de nosso Estado, estão cumprindo suas escalas de serviço mesmo sem ter condições, pois em momento algum esse governo informou aos nossos valorosos policiais e bombeiros se estes receberão fardamento, item primordial para o serviço ostensivo.

 

Esse governo também não constou em sua petição ao judiciário que as unidades militares não possuem condições de trabalhos, pois funcionam em instalações velhas, insalubres e que sequer possuem banheiros em condições de uso.

 

Esse governo também não constou em sua ação que os policiais e bombeiros militares não estão recebendo os direitos previstos em lei, como ajuda de custo, auxilio fardamento, bolsa pesquisa, diárias, hora extra, entre tantos outros, no entanto o governo liberou a contratação de 70.000.000,00 (setenta milhões) com publicidade.

 

Esse governo que trabalha com a omissão de informações, não teve a seriedade de informar ao judiciário que até hoje não comprou armamento suficiente para os policiais militares trabalharem, bem como sequer comprou munição para que os alunos soldados que estão sendo formados, possam ter aulas de tiros, prejudicando a formação destes profissionais que posteriormente serão colocados para trabalharem nas ruas, sem saberem manusear o seu principal instrumento de trabalho.

 

Esse governo também não constou em sua ação, que determinou na última semana abertura de concurso público para Procurador de Estado e para agentes socioeducativos temporários, aumentando consideravelmente a folha de pagamento.

 

Por dever de ofício, temos a obrigação de informar a sociedade de nosso Estado que em momento algum nós Policiais e Bombeiros Militares de Mato Grosso declaramos estado de greve ou realização de greve, apesar da insatisfação e do elevado nível de tensão perceptível no seio da tropa, pela atitude desonesta e ilegal praticada pelo Governo do Estado contra os servidores públicos do executivo.

 

Esse sentimento aflorou-se ainda mais, ao verificarmos a forma sórdida com que a Procuradoria do Estado agiu, ao inserir como rés na ação que pleiteava a declaração de ilegalidade da Segurança Pública, as associações dos militares e sobre tudo, a Associação dos Militares Inativos e Pensionistas (ASMIP), que reúne apenas servidores aposentados e pensionistas de militares.

 

A má fé verifica-se no fato de não entendermos como é possível um militar aposentado ou pensionista fazer GREVE? Vocês devem estar tão assustados quanto nós e devem estar percebendo, que esse governo é capaz até de inventar informações e plantar notícias falsas para alcançar os seus objetivos.

Nós das associações dos militares estaduais declaramos que a decisão proferida pelo Poder Judiciário em relação a greve dos servidores públicos é inócua para nós, primeiro porque jamais entramos em greve e segundo, porque não vai ser uma decisão judicial que vai mudar o sentimento dos policiais e bombeiros militares de Mato Grosso, em relação a insatisfação e desilusão com as práticas deste governo.

 

O sentimento de insatisfação é um estado da alma e é intrínseco ao ser humano, por isso não vai ser uma decisão judicial ou uma determinação autoritária de um governante que vai resgatar a confiança ou o comprometimento de sempre produzir mais e mais, que todo policial e bombeiro militar de Mato Grosso, praticavam no dia a dia.

 

A produtividade do serviço está diretamente relacionada ao sentimento de satisfação e entendemos que o culpado pela baixa produtividade e a drástica redução nas ações dos policiais e bombeiros militares de Mato Grosso é do Governador do Estado, que preferiu prestigiar segmentos da sociedade (produtores rurais e empresários) e servidores de outros poderes, em detrimento dos servidores do Poder executivo e da sociedade.

 

Para finalizar informamos a sociedade Mato-grossense que vamos continuar trabalhando insatisfeitos, a produtividade com isso vai continuar sendo proporcional a essa insatisfação e o culpado de tudo isso, será o Governador Pedro Taques.

 

 

 

Folha Max

Comentários

Data: 08/06/2016

De: Zé mane

Assunto: Merece não ter aumento

Em vez de ir atrás de bandido está atrás de pessoas que vivem da pesca para sobreviver e multando trabalhadores ai na rua só os cidadãos cadê o s bandidos está por ai roubando

Novo comentário