07/07/2014 - Furtos em fazendas assustam produtores rurais de MT

Os produtores rurais de Mato Grosso estão apreensivos com a segurança em fazendas. No último mês, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) recebeu relatos de furtos de defensivos agrícolas em quase todas as regiões do estado. Os defensivos significam mais de 40% do total da despesa com insumos. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), no levantamento de maio deste ano, os defensivos (fungicidas, herbicidas, inseticidas e adjuvantes) somaram R$ 603,64 por hectare.

O vice-presidente da Aprosoja-MT na região Leste, Endrigo Dalcin, informou que houve uma espécie de “arrastão” na zona rural, quando os bandidos furtaram três fazendas em sequência. “Estamos preocupados porque a polícia não consegue atender o interior de forma eficiente, falta preparo e infraestrutura para elucidar este tipo de crime”, disse.

Na região Oeste, também houve relato de furtos segundo o vice-presidente, Vanderlei Reck Junior. “Precisamos comunicar os associados sobre boas práticas para evitar os roubos, como marcar os produtos para que, no caso de serem passados adiante, possam ser identificados”, exemplificou.

O assunto foi pauta da última reunião de Diretoria da Aprosoja-MT, devido à repercussão. O programa Soja Plus, parceria de boas práticas de gestão desenvolvida entre Aprosoja-MT e Abiove, deve incluir o tema em suas frentes de trabalho. “A ideia é informar e capacitar o produtor rural para evitar esse tipo de sinistro. Vamos elaborar uma cartilha com dicas de prevenção e segurança nas propriedades rurais”, disse o gerente de Planejamento da Aprosoja-MT, Cid Sanches.

No estado do Paraná, há a Patrulha Rural, destacamento da Polícia Militar que, teoricamente, deveria vigiar as estradas rurais e as propriedades. “Infelizmente, o projeto é bom no papel, mas não há carros nem pessoal para atender à demanda”, afirmou o presidente da Aprosoja Paraná, Zezé Sismeiro. “Aqui, temos muitas cooperativas e deixamos nossos produtos estocados em um só lugar e não nas fazendas, dificultando a ação dos bandidos”, disse.

 

 

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