07/07/2014 - IFMT ofertará curso de Agroecologia na terra indígena Urubu Branco

Nesta segunda feira (07/07) será realizada a primeira aula do curso Técnico de agroecologia na Comunidade Indígena Urubu Branco, da etnia Tapirapé, localizada a 28 quilômetros de Confresa. O curso subsequente, ou seja, para quem já concluiu o ensino médio, será ofertado por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC, ministrado pelo IFMT Campus Confresa nas dependências da Escola Indígena Estadual Tapi’itãwa.

A coordenadora do PRONATEC no Campus Confresa, Gislane Maia, declarou: “temos a honra em ser o primeiro campus do IFMT a ofertar um curso junto ao povo Indígena”.

A parceria do Campus Confresa com a comunidade indígena Urubu Branco não nasceu agora, ainda em 2012 o Xane Ká, que quer dizer “nossa roça” foi um projeto originado dentro da escola Tapi’itãwa com o objetivo de plantar uma agrofloresta – foram plantadas árvores nativas do cerrado junto com mandioca, banana, inhame e melancia. Algumas espécies sendo de sementes crioulas que os indígenas possuem e outras que foram cedidas por diversos parceiros do projeto.

O projeto piloto pretende capacitar os alunos da escola Tapi’itãwa para que depois eles repitam o que aprenderam nas aldeias menores. A roça comunitária recebeu dois mil pés de abacaxi que estão aguardando o processo de indução química para florescerem, segundo Enaldo Cabral, técnico agrícola do campus Confresa que desenvolve extensão agrícola no projeto Xane Ká.

 “A gente aprende que eles tem outra dinâmica, os índios são mais espertos do que a gente imagina e é engano nosso pensar que eles trabalham coletivamente, o que percebi é que depois que limpamos e adubamos a área, cada família passou a cuidar do seu pedacinho e quando iniciamos o projeto pensamos que eles iriam cuidar de toda área coletivamente, mas não é assim”, declarou Enaldo que disse ainda que os indígenas não contestam suas orientações, mas são autônomos em relação a quantidade que será plantada e o horário da manutenção, por exemplo.

Além desse projeto o Campus Confresa também tem outras pesquisas sendo desenvolvidos junto a comunidade Tapirapé como, por exemplo, as dos professores Polyana Ramos, Willian de Paula e Felipe Gimenes.

 

AXA
Telma Aguiar

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