07/09/2012 - Péssimas condições da BR-158 travam acesso aos portos do Norte

 

A comitiva do ‘Estradeiro Aprosoja’ percorreu nesta quarta-feira (5)  mais de 470 quilômetros ao longo da rodovia federal BR-158, no trecho entre Gaúcha do Norte (MT) a Redenção (PA). A rodovia funciona como uma espinha dorsal para o escoamento da produção agrícola e entrada de insumos da região do Vale do Araguaia, nordeste de Mato Grosso, e do sul paraense rumo aos portos do Norte, como o de São Luiz, no Maranhão.

 
Segundo a avaliação do diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, faltam aproximadamente 255 quilômetros para conclusão do asfaltamento da BR -158 em Mato Grosso. Os trechos são: 15 quilômetros entre Ribeirão Cascalheira, no Mato Grosso, sentido o estado do Pará, antes da reserva indígena do Xingu; 185 quilômetros no contorno da reserva; e 55 quilômetros depois da reserva, no sentido do Pará. 
 
Ainda seguindo pela rodovia, após a divisa do Mato Grosso com o Pará, até o município de Santana do Araguaia, há 119 quilômetros que precisam ser recuperados. E mais 193 quilômetros, de Santana do Araguaia a Redenção, ambas no Pará. Estes trechos estão em situação crítica, sem capa asfáltica e várias ‘panelas’ na pista. Há ainda quatro pontes de ferro, instaladas há décadas pelo Exército e que estão sem as mínimas condições de segurança.
 
A situação caótica da BR-158, a partir de Mato Grosso até o sul do Pará, foi constatada pelos integrantes da expedição organizada pela Aprosoja MT, em conjunto com o Movimento Pró-Logística, Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e outras entidades do setor produtivo. A iniciativa tem o objetivo de inspecionar as condições das estradas que dão suporte ao escoamento da produção de grãos mato-grossense e de outros estados do Centro-Oeste.
 
As péssimas condições de trafegabilidade da BR-158 colocaram em alerta a comitiva de produtores e, segundo o presidente da Aprosoja e do Movimento Pró-Logística, Carlos Fávaro, se não houver uma rápida e total recuperação da pavimentação da BR-158 os produtores não conseguirão ter acesso aos portos do Norte do país. “A vocação do Mato Grosso é escoar a produção pelo Norte, desafogando as rodovias e os portos no Sul do país”, afirmou Fávaro.
 
Além da BR-158, o presidente do Movimento Pró-Logística, destacou ainda que um trecho de 362 quilômetros na BR-155 até Marabá, no Pará, precisa receber melhorias, “Talvez até mais do que a BR-158”, reforçou Carlos Fávaro.
 
Por estas rodovias a produção poderá sair de Ribeirão Cascalheira, Mato Grosso, em direção a Marabá, no Pará, tendo acesso ao terminal multimodal da cidade e daí seguir por hidrovia no rio Tocantins até o porto de Vila do Conde ou Outeiro, no Pará, significando uma redução de custos de frete na ordem de R$ 35 a R$ 40 por tonelada.
 
“Atualmente, a rota utilizada é a do intermodal rodoviário-hidroviário e ferroviário, indo para São Simão, em Goiás, até chegar ao porto de Santos, em São Paulo. A BR-158, a BR-155, mais a hidrovia, beneficiarão toda região nordeste de Mato Grosso, o chamado Vale do Araguaia. Em um futuro não tão distante, esta região, no nordeste de Mato Grosso, deverá produzir 18 milhões de toneladas de grãos. O boom agrícola ocorrerá influenciado especialmente pela incorporação e uso de terras de pastagens em áreas agricultáveis”, destacou Fávaro.
O problema, segundo o presidente da Aprosoja, está na demora da execução de todas as obras necessárias, que só devem ficar prontas entre 2014 e 2015, devido a pavimentação entorno da reserva”, explicou Carlos Fávaro.
 
A lentidão nas obras é confirmada pelo presidente do Sindicato Rural de Redenção (PA), Afif Jawabri. Segundo presidente do Sindicato, o município conta com três vias de acesso: a BR-155, A BR-158 e a PA-257. “Todas estão em situação precária. Queremos trabalhar juntos com o Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, fortalecendo a articulação junto aos órgãos competentes. Buscando com isto agilizar e melhorar a qualidade das obras”, ressaltou Jawabri.
 
AGRICULTURA PODE MUDAR REDENÇÃO – O município de Redenção e redondezas possui áreas propícias à cultura da soja, com produtividade semelhante à Mato Grosso.  Na região já se planta soja há mais de dez anos, mas necessita de mais produtores. O forte ainda é a pecuária. “O que falta é agricultor aqui na região, pra trazer o desenvolvimento que a agricultura proporcionou a vários municípios de Mato Grosso”, disse Afif Jawabri.
 
Segundo ele a região esta vivendo o início de uma degradação química do solo, ou perda de fertilidade natural, devido ao uso de mais de 30 anos sem reposição de nutrientes, o que acarreta na queda de produtividade. “Quem tem condições de fazer o consórcio com a pecuária, melhorando a produtividade da nossa região, é a agricultura, sem contar que o dinamismo da agricultura é diferente da pecuária, e gera mais emprego e renda, movimentando a economia de uma cidade”, frisou Jawabri.
 
ESTRADEIRO - A comitiva já percorreu desde o deslocamento de Cuiabá a Primavera do Leste, até Redenção, no Pará, aproximadamente 1.700 quilômetros. Nesta quinta (06), o grupo de aproximadamente 20 pessoas segue por rodovia até Colinas, no Tocantins – onde inspecionará as condições de transbordo para modal ferroviário. Até o fim da expedição, que iniciou no dia 03 de setembro e deve encerrar no dia 08, devem ser percorridos mais de 3.770 quilômetros.
 
Ascom Aprosoja

Foto: Reprodução
 


Foto: Reprodução
 


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Comentários

Data: 11/09/2012

De: nao so pucha

Assunto: estrada da ilha do bananal

ai nos nao temos estras, as pontes ta tudo queimada ai depois ainda que abrir estrada na ilha do bananal, nao cuida ne do mato grosso.( eu nao so gago) ....

Data: 11/09/2012

De: boa

Assunto: Re:estrada da ilha do bananal

boa resposta...viu seu filemon............babaca

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