07/11/2012 - Namorada manda matar rival, e "Monstro" mata mãe e o próprio filho

 

O “monstro” que matou o próprio filho, o pequeno Emilton Jorge Neto, de apenas quatro anos com um tiro de pistola calibre 7,65 na cabeça e agora é réu-confesso. Com medo de morrer, dentro e fora da prisão, Jeanderson Xavier Rangel, o "Monstro", de 24 anos atendeu aos apelos da namorada e matou, tanto o filho dormindo, como a estudante de Direito Ariely Lopes Vieira, de 20 anos, com quem ele também mantinha um relacionamento amoroso às escondidas da família dela.

"Ele (Jeanderson), confessou tudo. Afirmou que a namorada pediu para ele matar e ele comprou a pistola. Mostrou para a namorada a arma e depois saiu para matar. Matou e jogou a arma fora", afirma o delegado Bosco.

Com prisão preventiva decretada, Jeanderson está a caminho da Penitenciária Central do Estado (PCE), onde vai aguardar julgamento preso. Caso seja condenado, o “monstro” pode pegar de 24 a 60 anos de reclusão em regime fechado.

Jeanderson confessou o crime brutal contra o próprio filho no final tarde desta terça-feira (06), ao delegado João Bosco de Barros, na Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP).

Jeanderson já tinha passagens pela Polícia por roubo. O mesmo roubo que motivou sua expulsão do Exército Brasileiro, afirmou em segundo depoimento à Polícia, que matou Ariely e o próprio filho.

Segundo o delegado Bosco, Jeanderson confessou que foi incentivado por uma jovem identificada como Kletlin, de 23 anos, com quem o assassino mantinha um relacionamento paralelo com Ariely.

A jovem teria imposto continuar namorando com Jeanderson, caso ele eliminasse de uma por todas a jovem universitária Ariely. Ou seja, ela queria acabar com o triângulo amoroso, para tanto, a rival tinha que ser morta.

Questionado porque ele também resolveu matar o filho, Jeanderson mentiu. “Fui lá para matar apenas a Ariely. Só que, ela saiu com o meu filho no colo, e ao disparar contra ela acabei matando meu filho também”, afirmou.

Mentira. A perícia já constatou que Ariely morreu sozinha ao tentou voltar para dentro de casa e caiu no saguão. O filho dela estava na cama e dormia no momento em que foi baleado pelo próprio pai.

O delegado Bosco já representou pela prisão preventiva da jovem Kletlin, em crime de co-autoria ou mandante do duplo homicídio. Ela pode ser presa a qualquer momento.

Jeanderson já está sendo “batizado” pela sociedade cuiabana como “monstro” por ter matado duas pessoas indefesas, principalmente o próprio filho, ainda por cima dormindo. “Esse cara é pior do que um monstro. Não tem desculpa de uma pessoa matar o próprio filho. Pior, matou a criança dormindo. É muita brutalidade”, afirmou um taxista.

 

José Ribamar Trindade
Redação 24 Horas News