07/11/2014 - Deucimar emite cheques sem fundos para pagar cabos eleitores - confira

O candidato derrotado a deputado estadual e ex-vereador por Cuiabá Deucimar Silva (PP) é acusado por ex-cabos eleitorais do município de Várzea Grande de emitir cerca de 200 cheques sem fundos durante campanha eleitoral. As rescrições foram entregues individualmente no Comitê do progressista na semana que antecedeu o dia da votação. Segundo os denunciantes os valores variam de R$ 200 a R$ 400. Com isso, todos que receberam as folhas sem fundos, devem registrar boletim de ocorrência para apresentar o caso à Justiça Eleitoral.

Uma liderança do bairro Cristo Rei que preferiu ter sua identidade preservada explicou que foi convidada pelo coordenador Marquinhos que comandava a campanha de Deucimar no município para ser cabo eleitoral. Logo adiante apresentou outras pessoas para também inserirem no processo. Mas, segundo ela, ao depositarem os cheques entregues como forma de pagamento, foi constatada a falta de fundos, retornando em linha bancária 12, ou seja, após a segunda apresentação ao banco. “Todas as pessoas que apresentei receberam o cheque sem fundos”.

 

Um dos cabos, inclusive, recebeu o cheque e trocou com um agiota. Por não pagar o empréstimo está sofrendo ameaça e corre risco de morte. “Já procurei Deucimar, pedindo para pagar o que nos deve, mas ele desliga o telefone. Nunca trabalhei com bandido”, dispara.

 

Outra denúncia partiu de uma dona de casa, líder comunitária há 32 anos e também não quer se identificar. Conta que convocou 16 pessoas para aderirem à campanha do candidato, e apenas 10 receberam o combinado. Seis delas ainda aguardam o pagamento, já que os cheques também foram devolvidos. “Já fui candidata a vereadora e nunca vi tamanha irresponsabilidade de um homem público”.

 

Uma universitária que tem medo de revelar o nome, e que também trabalhou para o progressista, disse que o primeiro pagamento realizado em cheque durante a campanha foi compensado, já o segundo voltou. Neste sentido, assegura que tentou receber, mas o coordenador Marquinhos afirmava a todo instante que Deucimar estava em viagem.

 

Outro lado

 Procurado pelo Rdnews, Deucimar ressalta que é responsável por sua campanha e não tem coordenador que responda por qualquer ato de pagamento. O progressista afirma que durante período eleitoral realizou o pagamento de algumas pessoas com cheque, por cumprir a lei eleitoral que determina este tipo de pagamento. Mas revela que na campanha não conseguiu arrecadar valor suficiente para quitar alguns débitos eleitorais. "Eu pelo menos dei o cheque conforme a lei manda, não pagar em cheque é crime. Se amanhã eu não pagar pode me levar na Justiça". 

 

Ele garante também que tem até 28 de dezembro para pagar o combinado e só teve esses problemas porque os bancos estavam em greve.

 

 Mesmo assim, reforça que não tem 200 cheques emitidos por ele na praça, mas o vereador não soube precisar quantos e disse que a contabilidade tem que fazer o levantamento. Ele afirma que já procurou as pessoas que estão de posse das rescrições. “Nós estamos trocando cheque por outro para, assim que arrecadarmos, fazermos o pagamento. A lei disse que preciso arrecadar e colocar na conta”. 

 

O curioso é que Deucimar comenta que vários candidatos tiveram déficit nas prestações de contas finais por falta de arrecadação. Seu relatório, no entanto, apresentou receita de R$ 1 milhão e teve o mesmo valor declarado em despesas. A votação nas urnas do ex-candidato foi de 8.428 votos válidos, equivalente a 0,57% do eleitorado.

 

Comentários

Data: 11/11/2014

De: eleitora lascada

Assunto: candidato mala

cria vergonha na sua cara, quem trabalha e vota num sujeito desses merece isso, se fosse um candidato honesto e pobre ninguém trabalha pra ajudar, mas esses candidatos malas que aparecem prometendo pagamento todos vão atrás, nunca vc vai receber e fica a lição.

Data: 07/11/2014

De: não precisa ele sabe quem é

Assunto: cheque sem fundos também de outro dep. derrotado

quero saber como ele vai pagar , ou tenho que ir na justiça, quando foi pra trabalhar não precisou nada disso , pq isso agora?

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