08/01/2014 - Assalto em Vila Rica e venda de CNHS em Barra do Garças, foram ponto alto da PJC

Duas mil trezentas e vinte oito pessoas foram presas em 316 operações deflagradas pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso em 2013. As ações com foco em roubos a bancos, no tráfico de entorpecentes, homicídios, sequestro, meio ambiente, crimes contra o patrimônio, exploração sexual de criança e adolescentes, entre outros delitos, são resultados de investigações com incursões em campo, monitoramento e técnicas de inteligência.

 

No interior, foram desencadeadas 182 operações levando à prisão de 1.822 pessoas, apreensão de 420 armas e cerca de 100 quilos de drogas, além de dezenas de objetos e veículos irregulares.

 

Considerada uma das maiores em razão do tempo de investigação, a operação “Fraus” foi deflagrada no dia 27 de novembro para cumprimento de 135 ordens judiciais, sendo 19 mandados de prisão temporária e 116 conduções coercitiva contra pessoas envolvidas em fraudes na emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nos estados de Mato Grosso, Goiás e Tocantins.

 

Outros 48 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. As investigações iniciaram em Barra do Garças (509 km a Leste), no ano de 2010, após a Polícia Civil local descobrir esquema na compra e venda de carteiras de motoristas emitidas sem a realização de provas teórica e prática de direção, ou, simplesmente pela aprovação certa de candidatos quando se submetiam aos exames e ainda terceiros se passavam por candidatos para realização de provas. Os interessados pagavam valores variados entre R$ 600 e R$ 5 mil. Depois da operação, o delegado que conduz as investigações, Joaquim Leitão Junior, descobriu o envolvimento de mais 40 pessoas, subindo para 185 os envolvidos na fraude. O inquérito ainda não foi finalizado.

 

Na região metropolitana, as Diretorias Metropolitana e de Atividades Especiais realizaram 127 operações, com 506 presos. Os crimes contra o patrimônio foram alvos de investigações conduzidas pelas delegacias de Cuiabá e Várzea Grande. A operação “Tormenta”, deflagrada em 22 de julho pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, desarticulou uma quadrilha com 13 integrantes que praticou 53 roubos em 45 dias, no município de Várzea Grande. A Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande estima que se quadrilha ainda estivesse em atividade, seria responsável por 213 assaltos até o final de 2013. “O que mais chama atenção é a quantidade de roubos praticados pela quadrilha, que chegou a cometer mais de um roubo por dia”, disse o delegado Wagner Bassi.

 

Desarticulação de quadrilhas de roubos a bancos, de explosões a caixas eletrônicos, elucidação de sequestro, prisões de estelionatários do golpe do sequestro e de pessoas acusadas de falsificar e forjar escrituras de terras para obtenção de financiamentos fraudulentos foram algumas das operações realizadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), unidade da Diretoria de Atividades Especiais.

 

Em 27 de setembro, o GCCO, em conjunto com a Polícia Civil do Tocantins, prendeu sete integrantes da quadrilha do “Novo Cangaço”, que roubou três agências bancárias e os Correios, no município de Vila Rica (1.259 km a Nordeste). Durante ação, as polícias dos estados apreenderam R$ 50 mil do dinheiro levado em Vila Rica, 16 veículos, sendo dois caminhões e cinco motocicletas, além de duas pistolas ponto 40, dois revólveres e carregador com munição de fuzil 7,62.

 

Outra operação de destaque foi a “Implosão”, realizada em março de 2013, que levou à prisão de 23 membros da principal quadrilha responsável por dezenas de ataques a caixas eletrônicos em Mato Grosso, Rondônia e Mato Grosso do Sul. Ao final das investigações, 35 pessoas foram indiciadas. Investigações do GCCO também culminaram na prisão de sete integrantes de uma quadrilha especializada em furtar dinheiro de agências bancárias, aproveitando-se do descuido ou distração de funcionários. O grupo foi preso no dia 14 de maio, na região de Barra do Bugres (168 km ao Médio-Norte), após tentar levar malotes de mais de 15 bancos de Mato Grosso e conseguir consolidar o furto em três deles, em apenas 10 dias.

A Polícia Civil também realizou grandes operações de combate ao tráfico de entorpecentes, boa parte no interior do estado, que levaram à apreensão de mais de quatro toneladas de drogas e prisão de traficantes. Em uma delas, a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) apreendeu 208.770 quilos cocaína pura, em uma fazenda da região do Pantanal, no município de Santo Antônio de Leverger.

 

Em Comodoro (644 km a Oeste), a Delegacia da Polícia Civil apreendeu um carregamento de 350 quilos de pasta-base de cocaína arremessados de uma aeronave, na região da Gleba Nova Miranda, a 60 km da cidade. Para o delegado geral da Polícia Civil, Anderson Garcia, as operações materializam o trabalho de investigação e aumentam a sensação de segurança da população. “O número de operações que a Polícia Civil realizou em todo o Estado é assombroso, magnífico, mostra o quanto estamos trabalhando”, destaca. “Fizemos duas grandes operações de cunho nacional, envolvendo todas as policiais civis do Brasil, que foi a ‘PC 27’. No total, só dessas duas operações, 634 bandidos foram retirados do convívio da sociedade em geral”, completa.

 

Jornal da Notícia 

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