08/02/2011 22h:29 Máquinas paradas e atoleiros tomam conta das MTs

“Deveria ter pelo menos uma equipe de emergência, pois são pontos críticos, que com a patrulha seriam problemas resolvidos", diz caminhoneiro revoltado

Entra ano e sai ano e a história é a mesma! O sofrimento anual do começo de ano para quem necessita circular por Mato Grosso está de volta. E agora com um agravante:  as maquinas e as “patrulhas mecanizadas” cedidas em comodato aos municípios estão paradas desde o dia 15 de novembro por ordem do Governo. O contrato terminou e ainda não foi  renovado. Com isso, os motoristas que trafegam pelas MTs 010, 325, 208 e 206 enfrentam diariamente o desafio de cruzar os municípios e chegar em segurança a seus destinos.

Até momento ninguém consegue dar uma informação precisa sobre quando o maquinário, como o do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Vale do Teles Pires e o de responsabilidade do Sindicato Rural de Alta Floresta, volta a recuperar estrada. A revolta dos motoristas, por outro lado – e como não poderia deixar de ser – é grande. Veículos de grande, médio e pequeno porte não conseguem passar nos pontos críticos. O atoleiro é grande. Máquinas particulares são usadas para retirar os veículos  do meio do barro e seguir seu percurso.

“Deveria ter pelo menos uma equipe de emergência, pois são pontos críticos, que com a patrulha seriam problemas resolvidos, mas não a patrulha tem que ficar parada no pátio, enquanto motoristas tem que ficar parado nas estradas e por a vida em risco com a situação em que está” -  desabafou um motorista que necessita diariamente da rodovia exigindo uma solução. “Alguém tem que dar um jeito, como ta não pode ficar”.

No ano passado, o governador Silval Barbosa lançou oficialmente as obras de pavimentação do trecho da MT-206 entre Paranaíta e Alta Floresta. A obra ainda não começou. Outro trecho complicado, na MT 208, há tempos que vem sendo reclamada solução com o. Até hoje não saiu do papel. Rodovia com trafego intenso de veículos, a MT-208 é conhecida no extremo norte por acumular acidentes automobilísticos, resultado da combinação entre as péssimas condições da estrada não pavimentada e da falta de sinalização.

A Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu) informou na segunda-feira ter realizado  durante o mês de janeiro a recuperação da rodovia estadual não pavimentada MT-220 e distribuiu cerca de 100 mil litros de óleo diesel aos municípios que solicitaram junto à Secretaria para a manutenção de MTs não pavimentadas. Para a conclusão desses trabalhos o Estado investiu cerca R$ 450 mil, e os serviços de recuperação continuam em andamento.

O trecho que se inicia na MT-328 no entroncamento de Tabaporã até o entroncamento da BR-163 em Sinop da rodovia não pavimentada, MT-220, teve seus 100 quilômetros restaurados com recuperação de atoleiros, emprego de patrolamento e encascalhamento. A rodovia que estava repleta de buracos e com vários atoleiros é de suma importância para o escoamento da produção de soja e da criação de gado da região.

A Secretaria informa que forneceu óleo diesel para abastecer os maquinários empregados na recuperação das rodovias não pavimentadas que cortam os municípios de Apiacás, Nova Monte Verde, Nova Bandeirante, Tapurah, São José do Rio Claro, Tangará da Serra, Torixoréu, Ribeirãozinho, Castanheira e Bom Jesus do Araguaia. As máquinas utilizadas na execução desses trabalhos foram doadas pelo Estado aos municípios de Mato Grosso em 2010.

 

JOSÉ LUCIO JUNQUEIRA

24 Horas News