08/03/2016 - Presidente do Detran garante que nova lei não terceiriza vistoria e prevê melhoria nos serviços

08/03/2016 - Presidente do Detran garante que nova lei não terceiriza vistoria e prevê melhoria nos serviços

O presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Mato Grosso, Roger Elizandro Jarbas, afirmou que a aprovação do projeto de lei 775/2015 não terceiriza a vistoria veicular e que este setor no Detran continuará a receber investimentos. De acordo com ele, a nova lei apenas dá a possibilidade do cidadão a procurar uma alternativa mais rápida, mesmo que mais cara, para quando esse serviço for necessário.

“Não é terceirização. É credenciamento. Com essa nova lei, empresas poderão se credenciar para fazer a vistoria veicular. Uma opção a mais para quem tem pressa para resolver isso e está disposta a pagar um preço maior. Isso vai melhorar muito o atendimento. As filas vão diminuir muito”, afirmou Roger.

Ele ainda refutou as acusações do Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetra) de que a medida visa sucatear o setor para, no futuro, fechá-lo definitivamente. Roger explicou que uma nota técnica com um cronograma de se convocar cerca os aprovados em concurso para esse setor gradativamente, até 2018, já foi assinada.

“Só dependemos da Lei de Responsabilidade fiscal. O governo precisa ter margem para aumentar a folha salarial. Mas, no mínimo serão convocadas 30 pessoas esse ano, como ano passado”, pontuou.

A lei 775/2015 foi aprovada no dia 03 de março. Os deputados estaduais Zeca Viana (PDT) e Janaína Riva (sem partido) posicionaram-se contra o PL por considerarem ilegal e prejudicial ao cidadão. Atualmente, a vistoria custa R$ 22 pelo Detran, e o projeto do governo permite que empresas privadas cobrem pelo serviço. O presidente do órgão, Rogers Jarbas, garante que o valor da vistoria via Detran não terá aumento, porém, não deu previsão de quanto custará via iniciativa privada.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores do Detran, Daiane Renner, a vistoria privada pode chegar a R$ 150, assim como ocorre em outros estados. Ela prevê que o setor de vistoria do órgão ficará sucateado com a medida. Hoje, o setor tem 90 funcionários, e o sindicato cobra a nomeação de mais 130 aprovados no último concurso.

 

 

 

Da Redação - Jardel P. Arruda

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