08/04/2016 - Parabéns Cuiabá pelos seus 297 anos: O roteiro da fé, história e cultura da “Cidade Luz” de Mato Grosso

08/04/2016 - Parabéns Cuiabá pelos seus 297 anos: O roteiro da fé, história e cultura da “Cidade Luz” de Mato Grosso

 

Mais do que os hábitos como tomar guaraná ralado, sentar à porta da rua em cadeira de balanço e comer pratos típicos da tradição ribeirinha, a história de Cuiabá também é contada pelos seus monumentos históricos, que, ao passar de quase 300 anos, representam a ligação do passado, presente e o futuro da Capital mato-grossense.

  

  Marcus Mesquita/MidiaNews

As igrejas, casarões, ruas e praças de Cuiabá são os registros materiais que fazem com que fatos históricos, como a fundação da cidade - fruto da coragem dos bandeirantes paulistas que, a principio chegaram a região com o objetivo da captura de índios para os trabalhos da lavoura, e atraídos depois pelas minas de ouro e diamantes -, sejam explicados e exaltados por quem mora aqui e por aqueles que vêm de fora.

Neila Barreto: "A preservação da história é muito importante para a memoria de uma cidade"

 

Igreja do Rosário e São Benedito, Catedral Bom Jesus de Cuiabá, Mesquita Mulçumana, Museu do Rio, Sesc Arsenal e o Mercado do Porto são apenas alguns locais ainda preservados pelo Poder Público, que apresentam a essência do que é ser cuiabano.

 

Para professora, jornalista e mestre em História, Neila Maria Souza Barreto - que, dentre outras pesquisas, produziu um livro contando a história da Capital, por meio do uso e as formas de abastecimento de águas do século XVII ao final do século XIX em Cuiabá ("Água de Beber") -, a preservação destes locais, construídos há séculos, é de extrema importância para a manutenção da identidade cuiabana.

 

Além disso, ela diz que tais bens são importantes para explicar a história de um local.

 

Como prova deste pensamento, a historiadora cita o exemplo do Córrego Prainha, que, até 1962, era um pequeno riacho serpenteando o fundo de quintais. Desde então, foi aberta a avenida que leva o mesmo nome e o córrego, canalizado.

 

“A preservação da história é muito importante para a memória de uma cidade. Pois todos os conhecimentos que foram ali alocados servirão de estudos e pesquisas para os que vêm no futuro. Muita gente anda pela Prainha e não sabe que, por baixo do asfalto, existe um córrego, que já foi artéria da cidade, fonte de água limpa e onde se pescava o lambari, mas que hoje está morto pelo esgoto que a cidade produz”, contou Neila Barreto.

 

No dia em que a Capital mato-grossense completa mais um ano de fundação, o MidiaNews destaca os principais pontos turísticos e históricos de Cuiabá. Revelando a bela história da gente que nasceu, chegou e que nunca se esquecerá da “Cidade Luz” de Mato Grosso.

 

O levantamento feito pela reportagem tem como base pesquisa realizada pela historiadora Neila Barreto.

 

Roteiro da fé

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Catedral Metropolitana, fundada em 1722

Catedral Metropolitana - Igreja Matriz Senhor Bom Jesus de Cuiabá – Fundada em 1722 em frente a dois córregos – ponto alto da cidade. Inicialmente levantada de pau-a-pique, a Catedral deu início ao processo de urbanização. Naquela época, para se fundar uma vila era essencial uma igreja e ela não podia ser construída em qualquer lugar.

 

A partir daí, a Catedral passou por várias transformações. Ao passo que a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá crescia, os representantes dos poderes acharam que a igreja também deveria modificar-se para se igualar à sociedade.

 

Ela passou por reformas, reconstruções, ganhou uma segunda torre, deixou de ser Matriz para passar a ser Catedral. Mas a maior transformação foi em 14 de agosto de 1968, quando a igreja foi destruída por duas descargas de dinamite.

 

Daí se construiu a Catedral de hoje. Localizada em frente à Praça da República (Centro de Cuiabá), com pinturas modernas, duas torres com um relógio em cada, a igreja Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá continua sendo um dos lugares mais visitados da Capital.

 

Além de conhecer as novas estruturas, os visitantes podem ver imagens do século XVIII como a do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, que é dedicado ao nosso Padroeiro, a imagem da Imaculada Conceição e o crucifixo da cátedra do bispo.

 

O térreo da igreja, onde são realizadas as missas, tem capacidade para 800 pessoas sentadas. No primeiro andar funciona a lavanderia, no segundo as salas de reuniões, no terceiro e quarto andar funciona a casa paroquial.

 

  Marcus Mesquita/MidiaNews  

Igreja Nosso Senhor dos Passos e, ao fundo, a Igreja Nossa Senhora dos Rosário e São Benedito

 

Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito - Foi construída em 1722 em estilo barroco. O altar mor é em talha dourada. É a mais antiga igreja de Cuiabá, que guarda suas características originais. Foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Está localizada na região central de Cuiabá.

 

Igreja Nosso Senhor dos Passos - Instalada ha 250 anos no centro histórico de Cuiabá, mais precisamente no cruzamento das Ruas 7 de setembro e Voluntários da Pátria. A Igreja possui muitas historias e lendas  que se confundem, e revelam muitos aspectos das crendices e do espírito religioso da Cuiabá antiga.

 

Conta uma das lendas que na torre da igreja habitava uma figura estranha comparado ao corcunda de Notre-Dame por ser misterioso, um tal de Toto Onça.

 

Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte – Construída em 1810, está situada hoje na Praça Dr. Antônio Correa. É uma relíquia veneranda das tradições cuiabanas. Pertencia, segundo Joaquim Ferreira Murtinho (1869), a uma irmandade composta de homens pardos que não admitia, em seu grêmio, homens brancos ou negros.

 

De arquitetura simples, a Igreja da Boa Morte destacava-se no cenário da cidade com sua única torre encimada com a figura representativa de um galo, um único telhado em duas águas e sua composição arquitetônica barroca com fachada neoclássica realçando-se bela pela sua posição no alto do platô que tem o seu nome.

 

  Marcus Mesquita/MidiaNews 

Interior da Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho

 

Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho - Está localizada no Morro do Seminário, centro de Cuiabá. Teve sua construção iniciada em 1918 pelas mãos do Frei Ambrósio Daylé, que deu ao projeto o estilo arquitetônico da Notre Dame de Paris.

 

Ao lado da Igreja, está o Museu de Arte Sacra, antigo Seminário da Conceição. Expõe peças da antiga catedral de Cuiabá e alguns pertences de Dom Aquino Corrêa, célebre religioso que pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

 

Igreja São Gonçalo - Inaugurada na mesma data que dá nome à rua onde fica localizada, a XV de Novembro, é uma das mais antigas, datando de 1781. O local é tombado em nível estadual e a atual forma da igreja data de 1916. Podem ser encontradas em sua fachada as imagens dos quatro evangelistas e no alto da torre de 36 metros o Cristo Redentor.

 

Igreja Nossa Senhora Auxiliadora - Localizada na Avenida da Prainha, próximo ao Colégio São Gonçalo, assim como a do Bom Despacho, tem estilo gótico. Foi construída em 1920 pelos salesianos e é a única de Cuiabá que apresenta abóbadas em aresta, o que caracteriza este estilo. Fora estas, o circuito sacro da Capital oferece muitas outras opções espalhadas pelo Centro e adjacências.

 

Roteiro Histórico

 

Luiz Alves/Secom-Cuiabá

Um dos casarões do Centro Histórico de Cuiabá

 

Arquitetura e casarios - A arquitetura da área urbana inicial de Cuiabá, como em outras cidades históricas brasileiras, é tipicamente colonial, com modificações e adaptações a outros estilos (como o neoclássico e o eclético) com o tempo.

 

Ela foi bem preservada até meados do século XX, mas, depois dessa época, o crescimento demográfico e o desenvolvimento econômico afetaram o patrimônio arquitetônico e paisagístico do centro histórico.

 

Vários prédios foram demolidos, entre eles a antiga igreja Matriz, demolida em 1968 para dar lugar à atual. Somente na década de 1980 ações para a preservação desse patrimônio foram tomadas.

 

Em 1987, o centro foi tombado provisoriamente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 1992, esse tombamento foi homologado pelo Ministério da Cultura.

 

Desde então vários prédios foram restaurados, entre os quais as Igrejas do Rosário e São Benedito; do Bom Despacho e do Nosso Senhor dos Passos; o Palácio da Instrução, hoje Museu Histórico e biblioteca, o antigo Arsenal da Guerra (hoje centro cultural mantido pelo SESC), o Mercado do Peixe (atualmente Museu do Rio Cuiabá) e um sobrado onde hoje funciona o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (o MISC).

 

A área tombada pelo Iphan é a que mais preserva as feições originais. As antigas ruas de Baixo, do Meio e de Cima, hoje, respectivamente, as ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino e suas travessas, ainda mantêm bem preservadas as características arquitetônicas das casas e sobrados.

 

 Bruno Cidade/MidiaNews

Centro Geodésico da América do Sul, em frente à Câmara Municipal de Cuiabá

 

Marco do Centro Histórico Geodésico da América do Sul – O antigo Campo d’Ourique, atual Praça Pascoal Moreira Cabral abriga a sede do Poder Legislativo Municipal.

 

A cidade de Cuiabá está situada na parte mais central da América do Sul, exatamente no seu centro geodésico, sendo, portanto, a cidade do coração da América do Sul.

 

O Campo d’Ourique era o local em Cuiabá onde se castigavam os escravos e também era enforcados os condenados pela justiça. Posteriormente passou a se realizar no local as famosas touradas cuiabanas.

 

Para marcar o local foi construído ainda no ano de 1909 um marco simbólico de alvenaria pelo artesão Júlio Caetano, onde foram gravadas as coordenadas geográficas do local.

 

Mais tarde foi erguido por sobre o marco original um obelisco de aproximadamente 20 metros de altura todo revestido em mármore branco. Este obelisco foi eregido de forma a preservar o marco original, o qual se encontra hoje protegido por vidros, sendo plenamente visível.

 

Mercado do Porto - Inaugurado em 1994, o Mercado Varejista Antônio Moisés Nadaf (nome oficial) foi construído para retirar comerciantes das ruas da cidade e abrigar os feirantes que vendiam suas mercadorias no antigo Mercado Municipal, onde, atualmente, funciona o Museu do Rio Cuiabá.

 

Jefferson Eduardo/Midianews

Mercado do Porto, em Cuiabá

 

Entre os 179 permissionários, muitos deles já eram feirantes antes mesmo do mercado popular passar a funcionar na Avenida Oito de Abreu, no Bairro Porto, em Cuiabá.

 

A área de 26.480 metros quadrados reúne em um mesmo espaço o significado de ser cuiabano.

 

Além da culinária, no Mercado do Porto também se encontram costumes da população local, como a boa receptividade com quem vem de fora, já que muitos dos feirantes são naturais de outros Estados.

 

Assim como o resto da cidade, a feira popular é formada pelas tradições cuiabanas sob a influência de nordestinos, sulistas e de gente de todas as outras regiões - e até de outros países.

 

Cine Teatro Cuiabá - Inaugurado em 23 de maio de 1942, durante o governo de Júlio Strübing Müller, fazia parte do conjunto de “obras oficiais” do Estado Novo. Tem estilo arquitetônico art-decó e capacidade para 600 pessoas.

 

Esse espaço cultural recebeu renomados artistas brasileiros daquele período. O primeiro filme exibido ali foi “A Noiva Veio Como Encomenda”, estrelado por Bety Davis e James Cagney.

 

Bruno Cidade/MidiaNews

Cine Teatro Cuiabá, há dois ano fechado

 

A construção do Cine Teatro Cuiabá deu à Capital uma nova e importante conotação no aspecto social, cultural e econômico do Estado.

 

Tornou-se o principal ponto de encontro da sociedade cuiabana nas décadas de 50 e 60 com seu salão de chá, cinema e teatro, o que proporcionava à população em geral um novo referencial em entretenimento.

 

Atualmente, por falta de gestão, está fechado há dois anos.

 

Museu Rondon - Criado em 1972 para ser um centro de indigenismo, pesquisa e divulgação das culturas indígenas em Mato Grosso.

 

Seu acervo atual ultrapassa mil peças, incluindo adornos plumários, indumentárias, armas, artefatos de ritual mágico, cerâmicas, instrumentos musicais, tecelagem, trançados, utensílios, etc, além do material fotográfico retratando o cotidiano das aldeias.

 

Seu nome é um tributo ao mato-grossense marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, pela sua determinação na defesa dos direitos indígenas. Foi a proximidade com os índios que levou à formação do acervo de peças de uso tradicional, coletadas diretamente nas aldeias.

 

No seu interior, o Museu Rondon buscou colocar o visitante em contato com o ambiente mais íntimo da casa indígena, retratando-a na singela distribuição dos objetos: as redes, a terra batida, a lenha, o fogo.

 

Ao lado do prédio do Museu, no Parque Aquático, em meio aos coqueiros e à sombra das árvores do cerrado, foi construída uma casa indígena no modelo ovalado xinguano, que exigiu dos índios Bakairi a recuperação da sua própria memória.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

 

Museu Histórico de Mato Grosso, na Praça da República

 

Museu Histórico de Mato Grosso - A sede atual foi construída em 29 de agosto de 1896, na Praça da República. Após a proclamação da República, abrigou Thesouraria Provincial (Contadoria Provincial) de Mato Grosso.

 

O prédio abrigou também outros órgãos públicos. O museu foi inaugurado pela primeira vez em 12 de agosto de 1978, e retrata a história de Mato Grosso desde o período colonial até a República.

 

Museu do Morro da Caixa D’água Velha - O pequeno aqueduto de estilo romano, conhecido como Morro da Caixa D’água, foi construído em 1882, na gestão do coronel José Maria de Alencastro, como presidente da Província de Mato Grosso.

 

A caixa d’água recebia água aduzida pela Hidráulica do Porto movida por máquina a vapor. Essa caixa abastecia a população cuiabana de água potável por gravidade. Cuiabá vivenciava, dessa forma, a implantação de um novo sistema de abastecimento de água potável, com canos de ferro fundido embutidos no subsolo, mais precisamente na área central da cidade, marcando assim, a concepção do ambiente urbano do município de Cuiabá.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Palácio da Instrução, inaugurado em 1914

 

Palácio da Instrução - Inaugurado em 15 de agosto de 1914 pelo então presidente do Estado Joaquim Augusto da Costa Marques. A arquitetura do prédio segue o estilo da época, com alicerces em pedra canga e cristal, paredes de adobes, com largura de 80 centímetros.

 

O Palácio da Instrução serviu como educandário por 57 anos, abrigando o Liceu Cuiabano, a Escola Normal, a Escola Modelo Barão de Melgaço e o Museu de História Nacional e Antropologia. Funcionou no local o Arquivo Pó bélico e a Fundação Cultural de Mato Grosso.

 

Abriga ainda a Biblioteca Pública Estadual Estevão Mendonça. Criada para apoiar o ensino e conservar a tradição histórica do Estado, foi progredindo e se adaptando ao crescimento da cidade e do seu acervo.

 

Sesc Arsenal - Foi construído em 1819 e restaurado em 1992/1993 pelo Serviço Social do (SESC), tornando-se um centro cultural. Atualmente, é ponto de encontro de intelectuais e oferece programação cultural, salas para apresentação de peças de teatro, concerto e outras atividades.

 

Casa Cuiabana – Construção colonial em taipa e adobe sobre alicerces em pedra canga. Um dos detalhes interessantes dessa edificação é a manutenção da ambiência de um quintal cuiabano tradicional.

 

Constitui um dos mais expressivos exemplares arquitetônicos da Cuiabá do século XVIII. Seu tombamento se deu em 13 de junho de1983.

 

O projeto foi executado para funcionar como um espaço cultural de uso múltiplo. Sendo assim, a estrutura foi pensada para a promoção de atividades como oficinas, cursos, apresentações artísticas, eventos culturais, resgate das tradições religiosas cuiabanas, divulgação e preservação dos costumes alimentares. O centro cultural Casa Cuiabana está localizado na Rua General Valle, centro de Cuiabá.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Casa do Artesão, exemplo arquitetônico de Cuiabá do Século XVIII

 

Casa do Artesão - Casa de construção colonial em taipa e adobe sobre alicerces em pedra canga. É um dos mais expressivos exemplares arquitetônicos de Cuiabá do Século XVIII. É hoje utilizada para difusão cultural, com teatro de arena e exposições constantes de artes e artesanato.

 

Parque Mãe Bonifácia - Antiga sede de treinamento do Exército tem destaque na paisagem urbana com 77 hectares de área verde, espécies nativas da fauna e flora do Cerrado, áreas recreativas e de esportes.

 

Localizado na Avenida Miguel Sutil, seu nome é em homenagem a uma curandeira, escrava refugiada, conhecida por Mãe Bonifácia. Além do curandeirismo, Mãe Bonifácia controlava o acesso ao quilombo (a área era habitada por quilombolas).

 

O parque possui cinco trilhas e cinco postos com equipamentos de ginástica, mirante, centro de educação ambiental e praça cívica.

 

Parque Municipal Morro da Luz - Antônio Pires de Campos - Localizado na Região do Centro Histórico de Cuiabá, se destaca no meio do concreto do meio urbano.

 

Primeiro Parque Urbano do Centro-Oeste Brasileiro, inaugurado em 22 de Maio de 1925, pelo então prefeito, coronel José Antônio Albuquerque, como ato inaugural da tão esperada escadaria que ligaria e facilitaria a movimentação da população da rua de Baixo à Colina do Seminário.

 

A colina só ganhou a denominação de Morro da Luz na década de 40, quando foi instalada no local a empresa de Força, Luz e Água (Efla), a atual Rede Energisa (privatizada).

 

Hoje, o Morro da Luz conta com pequenas trilhas e praças e, assim como a escadaria, também necessita de manutenção e segurança.

 

Secom-MT

O pacu assado é um dos ícones do roteiro gastronômico de Cuiabá

 

Roteiro dos sabores

 

Além dos pontos históricos da Capital, o que também ajuda a contar um pouco mais da história da Capital são as tradições culinárias, que, segundo a historiadora Nelia Barreto, “são vivencias dos ribeirinhos que passaram a fazer parte da culinária cuiabana”.

 

De acordo com Nelia Barreto, iguarias como o pacu assado, a mojica feita do pintado com a mandioca, a pacupeva cozida acompanhada do arroz sem sal, o bagre ensopado e a piraputanga recheada com farofa de banana da terra não são pratos típicos da culinária cuiabana, são pratos do dia-a-dia, oriundos das famílias ribeirinhas.

 

São comidas que invadiram os lares cuiabanos e se tornaram costumes e culinárias tradicionais, regional e nacional.

 

No roteiro de locais especializados nestas especiarias, se destaca a região do São Gonçalo Beira-Rio, fundada no século XVIII, localizada à margem esquerda do rio Cuiabá, a 11 quilômetros do centro da cidade, próximo à barra do rio Coxipó, no Distrito de Coxipó da Ponte.

 

Outra opção para alimentações mais rápidas são os famosos "baguncinhas" - uma união de pão, hamburguer, ovo, bacon, salcicha e alface-, encontrados em práticamente todas as esquinas da Capital.

 

Parabéns Cuiabá.

297 anos desta cidade de Rondon.

 

 

Airton Marques 

Da Redação

 

 

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