08/07/2011 – 08h:15 Policiais Civis de MT mantêm greve e investigações param nas delegacias

Apenas 30% dos investigadores e escrivães continuam trabalhando.
A greve iniciou no dia 1º de julho e permanecerá por tempo indeterminado.

Mais de 500 investigadores e escrivães decidiram nesta quinta-feira (7), em assembleia geral, manter a greve por termpo indeterminado em Mato Grosso. Desde o dia 1º deste mês, quando as duas categorias cruzaram os braços, apenas 30% dos profissionais continuaram trabalhando nas delegacias e nos Centros Integrados de Segurança e Cidadania (Cisc) espalhados nas cidades mato-grossenses.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Escrivães ( Sindepojuc), Genima Evangelista, a greve está prejudicando as investigações dos inquéritos policiais em aberto e também a confecção de boletins de ocorrências. “Mas todo o serviço essencial nas delegacias continuará sendo mantido”, declarou ao G1. Ela explicou que os profissionais só estão atendendo, por exemplo, os crimes em flagrantes, além da liberação de cadáveres e os crimes de agressão a mulher, que pode representar um risco à vida da vítima.

Ao todo no estado são 1.750 investigadores e 380 escrivães distribuídos nos 141 municípios. Genina Evangelista explica que eles reivindicam principalmente reajuste salarial. As duas categorias em greve buscam realinhamento da carreira, o que representaria um reajuste dos atuais R$ 2.365 mil para cerca de R$ 6 mil iniciais. Ou seja, o mesmo valor pago aos peritos criminais.

Ainda segundo a sindicalista, desde o início da greve, o governo do estado ainda não apresentou proposta para negociar diretamente com a categoria. Ela comentou também que a categoria procurou o governo, mas apenas obteve a resposta de que a negociação só ocorrerá quando o governador Silval Barbosa (PMDB) retornar da atual viagem a Europa.

No mês passado, quando as investigadores e escrivães paralisaram as atividades por apenas 48h, em um prenúncio da greve que começou no dia 1º deste mês, o governo do estado anunciou por meio de nota que iria “tomar medidas judiciais para declarar o movimento grevista ilegal".

A Secretaria Estadual de Administração também esclareceu que as categorias foram contempladas com a reestruração da tabela salarial por meio da Lei Complementar nº 344, de 24 de dezembro de 2008, fixando subsídio para os anos de 2008, 2009, 2010 e 2011. A exceção do ano de 2008, quando o subsídio passou a valer a partir do dia 1º de dezembro, nos demais anos a data base foi 1º de maio.

“Com a reestruturação da tabela, os investigadores e escrivães receberam um aumento real de 48,66% no valor inicial da tabela, no período entre 2008 e 2011, alcançando o valor inicial de R$ 2.365,55 e final de R$ 5.250,00, além dos 22,21% da revisão geral anual com base no Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), totalizando 70,87%, no mesmo período”, informou a nota.

Sobre a equiparação entre as carreiras de investigador e perito, a SAD se manifestou dizendo que “a política de gestão de pessoas do Poder Executivo Estadual não trabalha com comparativos entre carreiras diversas e sim sob o ponto de vista do grau de complexidade e exigência do cargo, pois cada carreira atua em uma área finalística própria”, consta trecho da nota.

 

Ericksen Vital Do G1 MT

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