08/08/2015 - Polícia Civil prende estelionatário acusado de aplicar mais de 1500 golpes

Um estelionatário acusado de aplicar mais de 1500 golpes por todo país foi preso pela Polícia Judiciária Civil, na quinta-feira (07.08), em Várzea Grande. O principal golpe aplicado por Renan Pereira de Araújo, 29, era a venda fraudulenta de aparelhos celulares pela Internet, mas as investigações da 1ª Delegacia de Várzea Grande apontam que ele aplicava outros golpes, fazendo do estelionato a sua fonte de renda.

De acordo com as investigações, o acusado anunciava em redes sociais e sites de venda pela Internet aparelhos celulares de última geração por valores abaixo do mercado, além de oferecer a possibilidade de pagamento em até 12 vezes.

As vítimas entravam em contato por telefone, WhatsApp ou e-mail e tinham que fazer um cadastro para realizar o pedido.  O acusado digitalizava um contrato que era enviado por e-mail para as vítimas, que ficavam convencidas da validade do negócio.  Após receber o valor da entrada para liberação do aparelho, Renan não atendia mais as vítimas.

O suspeito vinha aplicando o mesmo golpe há 6 anos, tendo feito mais de 1500 vítimas em todo Brasil e lucrado mais de meio milhão de reais. Com o cadastro que fazia das vítimas, Renan ainda aplicava outro golpe. Ele abria empresas com os dados fornecidos nos cadastros e solicitava planos empresariais em empresas de telefonia.

Após adquirir o plano empresarial por meio da fraude, o suspeito recebia de 4 a 6 aparelhos celulares liberados pelas operadoras, que vinham com nota fiscal no nome da empresa aberta para o golpe. Os aparelhos eram vendidos por valores abaixo do mercado para uma loja de celulares em Cuiabá.

Renan ainda é acusado de aplicar golpes em clientes e em uma empresa de consórcios onde trabalhava. O acusado teve o mandado de prisão representado pelo delegado Eduardo Rizzotto de Carvalho no mês de junho. Desde então, a equipe da 1ª DP-VG vinha tentando localizar o suspeito, que teve o mandado de prisão cumprido, na quinta-feira (06), quando saía da casa da sua avó.

De acordo com o delegado Eduardo Rizzoto, foram registrados mais de 20 boletins de ocorrências noticiando os golpes aplicados por Renan, em sua maioria o da venda de celulares. “Ele também fingia ter uma dupla sertaneja pela qual cobrava cachês e não aparecia para fazer o show. Questionado sobre algumas vítimas, Renan disse que aplicava tantos golpes que não tinha como se lembrar delas”, disse o delegado.

"A maioria das vítimas eram de Cuiabá e Várzea Grande. Se continuasse em liberdade, o acusado continuaria cometendo os golpes, uma vez que continuava a fazer os anúncios pela Internet", destacou o delegado.

 

 

 

Assessoria

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