08/09/2015 - Das 56 obras da Copa, Executivo recebe só 7; todas têm falhas - veja

Das 56 obras prometidas para a Copa do Mundo de 2014, realizada em junho do ano passado, o Governo recebeu apenas sete - totatilzando um investimento de cerca de R$ 47,6 milhões.

Três delas foram entregues de forma definitiva e quatro têm o "selo" de recebimento provisório, quando está 100% conclusa, sem problemas estruturais, mas há outras pendências de ordem formal.


      Em todos os empreendimentos recebidos pelo Governo foram constatados erros e/ou irregularidades. Dos oficialmente entregues, nenhum tem status de obra de arte especial (trincheiras e viadutos), fundamentais para a melhoria do trânsito na Capital.

Obras copa-recebidas

As irregularidades foram verificadas por técnicos da secretaria estadual de Cidades, que é responsável pelo gerenciamento de todos os contratos relacionados às obras da Copa. “Por este motivo, estas irão passar por readequações sem qualquer custo para o Estado”, salienta a pasta de Cidades.

Segundo relatório analisado peloRdnews, a primeira obra entregue de forma definitiva foi a Ponte do Córrego Gumitá, em 2012 - ver detalhes no quadro.

Um ano após, em 2013, foram recebidas pelo Governo as duplicações da avenida Juliano Costa Marques e da Ponte do Pari, ambas em 2013, em Várzea Grande. A entrega definitiva, que deve acontecer em 90 dias, é uma etapa após a provisória. O processo referente à obra contratada é analisado como um todo, ou seja, as demandas de aplicação de penalidades, pagamentos de INSS, FGTS, entre outros, são verificados. Sem qualquer pendência, o recebimento definitivo é dado.

O viaduto do Despraiado, entregue de forma provisória em 2014, é a única obra de arte especial executada, mas seu selo ainda é de provisório. Ainda são feitos trabalhos de contenção do Morro do Despraiado, que fica ao lado do elevado, ao custo de R$ 2 milhões. Todas essas obras foram entregues na gestão Silval Barbosa (PMDB).

 

Mesmo liberado, Viaduto Despraiado segue sem data para entrega oficial

Na lista das que ainda passam por análise estão a duplicação do Rio do Coxipó, em 2013; a duplicação da ponte Mário Andreazza; e a construção do muro do Aeroporto Marechal Rondon - as duas últimas entregues em 2014.

Garantia

Há dois prazos diferentes. O primeiro, garantia cível, com duração de cinco anos para casos de reparos primários. Já o segundo é o de garantia contratual, com duração de 30 anos para reparos de maior complexidade. Quanto às despesas relativas a estes "ajustes", os gastos são de responsabilidade das empresas contratadas.

VLT e viadutos

Os viadutos da Sefaz e da UFMT também enfrentaram ou enfretam problemas. O primeiro chegou a ficar fechado por mais de um ano em razão de problema estrutural. Já no da UFMT ocorreu erro no cálculo na colocação de uma das pilastras que sustenta o elevado. Outro problema é ocasionado pela falta de drenagem, haja vista que em época de chuva a parte inferior fica completamente alagada.

 

Após um ano interditado, Viaduto da Sefaz é liberado para tráfego nesta 5ª

A principal obra para a Copa, o VLT, até agora não tem data para terminar. A briga está na Justiça. O governador Pedro Taques (PSDB), que assumiu em janeiro, contratou uma empresa para realizar estudo técnico acerca das obras.

 Iniciada em 2012 e orçada em R$ 1,4 bilhão, ela deveria ter sido concluída em março de 2014. Porém, um ano e cinco meses depois do prazo final, ela segue paralisada. Cerca de R$ 1 bilhão já foram aplicados e segundo a gestão, será necessário quase o mesmo valor para concluir o modal.

 

 

Tarso Nunes

 

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