08/10/2013 - Goiano diretor do Friboi em São Paulo foi morto a mando de ex-esposa. Mãe de Humberto acredita que ainda verá criminosa na cadeia.

A dona de casa Maria Ilda Magalhães (FOTO), moradora de Bom Jardim de Goiás, vive todos os dias a angústia de saber que a mulher que mandou matar seu filho continua circulando livremente, mesmo depois de ter sido condenada a 22 anos de prisão. “Giselma anda livre por aí até mesmo afrontando a família de quem ela mandou tirar a vida”, lamenta a mãe.

 

O filho de Maria Ilda era Humberto de Campos Magalhães, diretor da JBS Friboi, uma multinacional brasileira, surgida em Goiás e que se tornou a maior produtora mundial de proteína animal. Humberto foi morto na noite de 4 de dezembro de 2008 em um beco na cidade de São Paulo. Ele fora casado por vários anos com Giselma Carmem Carneiro Magalhães e tinham dois filhos.

 

Maria Ilda foi a São Paulo com alguns familiares assistir ao julgamento e conta que se sentiu muito mal quando viu a mulher que mandou tirar a vida de seu filho. “Não sei nem responder quando me perguntam se eu sou capaz de perdoar o crime que ela cometeu. O que sinto não consigo nem definir. Ver um filho morrer de acidente ou de uma doença é mais fácil aceitar, mas ter sua vida tirada com uma brutalidade dessas não dá pra concordar”, comenta a mãe.

 

O julgamento terminou no último dia 27 de setembro com a leitura da sentença pela juíza: Giselma foi condenada a 22 anos de reclusão e seu meio-irmão, Kairon Alves, pegou uma pena de 21 anos, ambos em regime fechado. O detalhe que provocou a indignação da família de Humberto é que Giselma conseguiu uma liminar no Supremo Tribunal Federal para permanecer em liberdade até que sejam esgotados os recursos impetrados por ela. Kairon é réu confesso de participação e seu depoimento foi fundamental para a certificação de que Giselma foi a mandante do assassinato.

 

Escrito por assessoria

 

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