08/10/2014 - Mãe, pai e filha são eleitos para cargos públicos no Paraná

Os cidadãos paranaenses elegeram três pessoas da mesma família para ocupar cargos públicos. Cida Borghetti (Pros) foi eleita vice-governadora. O marido dela Ricardo Barros (PP) foi eleito deputado federal, e a filha Maria Victoria (PP) conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa, sendo, com 22 anos, a parlamentar mais jovem na próxima legislatura.

 

Com exceção de Maria Victória, que fará o primeiro mandato, Cida Borghetti e Ricardo Barros têm tradição política no Paraná. “Eu nasci na política, cresci na política. Eu me preparei ao longo do tempo para dar continuidade a essa boa política que eu aprendi em casa”, disse Maria Victoria.

A futura deputada afirma que focará em questões educacionais. Uma das propostas, mencionou, é articular com os prefeitos a inclusão da língua inglesa no currículo escolar do ensino infantil.

 

Ao citar pesquisas universitárias, Maria Victoria defende a proposta e diz que quando a criança aprende duas línguas simultaneamente tem um desenvolvimento cerebral mais avançado. Para Maria Victoria, a renovação na Assembleia Legislativa do Paraná, com 21 novos deputados, sendo alguns de pouca idade, fará a diferença em prol do estado.

 

Cida Borghetti chefiou o Escritório de Representação do Paraná em Brasília no primeiro governo de Jaime Lener, em 1998. Ela também foi deputada estadual duas vezes e atualmente ocupa uma cadeira na Câmara Federal. Já Barros foi eleito deputado federal em outras quatro oportunidades, assumindo agora o quinto mandato. Ele também foi prefeito de Maringá, no norte do Paraná, secretário municipal e também estadual no governo de Beto Richa (PSDB).

 

“Bancada de Herdeiros”

Além de Maria Victoria, outros deputados com sobrenome tradicional na política paranaense conquistaram uma vaga na Assembleia Legislativa. Juntos ele compõem a maior bancada da Casa, afinal, são 15. O PSC, partido que elegeu mais parlamentares, terá 12 representantes.

 

Se comparado à atual legislatura, o crescimento do número de herdeiros políticos com mandato é de 50%.  Dos atuais dez deputados que possuem antecessores com histórico político, sete conseguiram se reeleger, e houve a entrada de oito novos nomes – mas sobrenomes já conhecidos.

 

Dentre os que continuam na Alep estão:


Alexandre Curi (PMDB) – neto do ex-presidente da Alep, Aníbal Khury;
André Bueno (PDT) - filho do ex-deputado e atual prefeito de Cascavel, Edgar Bueno;
Anibelli Neto (PMDB) – filho do ex-deputado Antônio Martins Anibelli, e neto do também ex-parlamentar Antônio Anibelli;
Artagão Júnior (PMDB) – filho do ex-deputado e atual presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, Artagão de Mattos Leão;
Bernardo Ribas Carli (PSDB) – filho do ex-prefeito de Guarapuava Luiz Fernando Ribas Carli, e irmão do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho;
Evandro Júnior (PSDB) – sobrinho do atual deputado estadual Hermas Brandão Filho, e neto do ex-presidente da Alep Hermas Brandão;
Pedro Lupion (DEM) – filho do deputado federal Abelardo Lupion.

Já os herdeiros novatos são:


Alexandre Guimarães (PSC) – filho do prefeito de Campo Largo, Affonso Guimarães;
Claudia Pereira (PSC) – esposa do ex-deputado estadual e atual prefeito e Foz do Iguaçu, Reni Pereira;
Felipe Francischini (SD) – filho do deputado federal Fernando Francischini;
Maria Victória (PP) – filha da deputada federal e vice-governadora eleita Cida Borghetti, e filha do deputado federal eleito Ricardo Barros;
Paulo Litro (PSDB) – filho da deputada estadual Rose Litro, e do ex-deputado estadual Luiz Litro;
Requião Filho (PMDB) – filho do senador e ex-governador do Paraná por três mandatos, Roberto Requião;
Tiago Amaral (PSB) – filho do ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Durval Amaral.

 

 

 

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