08/10/2014 - Ofensas são deixadas no passado e primeiro encontro de Silval e Taques tenta passar interesse em governabilidade

Quem esperava acidez, encontrou respeito. Nem críticas, tampouco elogios; apenas cordialidade no primeiro encontro do governador Silval Barbosa (PMDB) com o governador eleito José Pedro Taques, no início da noite desta terça-feira (07), no Palácio Paiaguás. “Conversamos sobre o que interessa a Mato Grosso: governabilidade. Falamos de ações práticas”, pontuou Taques, à saída do Centro Político e Administrativo (CPA), evitando a maioria dos temas polêmicos que abordou durante a campanha.

 

“Desejamos informações que nos permitam trabalhar desde o primeiro dia de mandato. E o governador Silval foi bastante receptivo”, pontuou ele. Na campanha, Taques não poupou críticas a Silval, destacando os baixos índices de Mato Grosso na educação e as críticas mais pesadas sobre a saúde e a segurança pública.
 
Antes da vitória nas urnas, Pedro Taques também acusava Silval de fazer “um governo atrapalhador” dos empreendedores. Desta vez, passou ao largo e nem quis comentar o fato.
 
Pedro Taques lembrou que o importante, no momento, é priorizar a viabilidade dos principais compromissos de campanha, como a construção do Hospital Estadual com 350 leitos, em Cuiabá, que pode forçar mudanças tanto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) quanto na Lei Orçamentária Anual (LOA). Ambas estão em fase de debate na Assembleia Legislativa.
 
Sival Barbosa elogiou “o espírito público e a cordialidade” de Pedro Taques. “As portas do governo estão abertas. Todas as informações solicitadas serão repassadas”, assegurou Barbosa. Ele não quis comentar a denúncia do governador eleito de que haveria “venda de incentivos fiscais”, na Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme). “Eu li qualquer coisa sobre isso, na imprensa... mas, para mim, o senador Pedro Taques não fez qualquer referência sobre o assunto”, desconversou Barbosa.
 
Nos próximos dias, Silval e Taques devem ter pelo menos mais um encontro, para formalizar a Comissão de Transição dos dois governos – o que entre e o que sai. Estão definidos até agora somente os coordenadores: Pedro Nadaf, secretário da Casa Civil, nomeado por Silval; já o prefeito Otaviano Pivetta (PDT), de Lucas do Rio Verde, escolhido por Taques.

 

 

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco e Raoni Ricci

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