08/10/2015 - Servidores da AL descartam greve por URV

A diretoria do Sindicato dos Sevidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Sindal-MT) está mobilizando os funcionários da Casa, tanto os ativos quanto os aposentados, para pressionarem a Mesa Diretora e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) a restabelecer imediatamente o pagamento das perdas provocadas pela Unidade Real de Valores (URV). Apesar das cobranças e da mobilização diária, o presidente do Sindal, José Antônio, o Zezão, descarta qualquer possibilidade de greve.

Nesta quinta-feira (8) os sindicalistas devem participar de uma reunião com o presidente do TCE, o conselheiro Waldir Júlio Teis. O objetivo é pedir ao conselheiro o restabelecimento imediato dos pagamentos que foram suspensos em junho deste ano para realização de uma auditoria após a constatação de irregularidades nos pagamentos. Inicialmente, o prazo era de 120 dias com término no dia 15 deste mês. No entanto, o Tribunal pediu mais 30 dias para os aposentados, outros 90 dias para os servidores ativos e 150 dias para terminar os trabalhos de auditoria.

No total, a Assembleia vai desembolsar cerca de R$ 150 milhões para o pagamento de URV aos servidores. De acordo com Zezão, houve um acordo para efetuar o pagamento em 25 parcelas de R$ 3,5 milhões tanto para os servidores ativos quanto para os aposentados. No entanto, somente 5 parcelas foram pagas (janeiro a maio deste ano) até a suspensão por recomendação do Tribunal de Contas do Estado.

“Não tem nada de greve. Estamos mobilizados dentro da Assembleia e atentos. Ontem ficamos em vigília o dia inteiro conversando com a Mesa Diretora, com o presidente Guilherme Maluf (PSDB), com o Nininho em negociação, mas não tem nada de greve”, explica o sindicalista.

Estamos aguardando, mas chegou um ponto em que a situação está insustentável. Muitos têm problemas de saúde, outros têm compromissos com bancos. Tentamos falar com o presidente da Assembleia pra trazer esse relatório do TCE, mas ainda não foi finalizado. Pedimos restabelecimento imediato dos pagamentos. O servidor não aguenta mais essa situação. Está muito difícil. Estamos mantendo reuniões todos os dias com os aposentados para mobilizar todos e pressionar para que o pagamento seja restabelecido”, justifica Zezão.

 

Welington Sabino, repórter do GD

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