08/10/2015 - Delator vai ser ouvido por CPI nesta quinta-feira

Depois do ex-governador do Estado, Silval Barbosa (PMDB), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e da Sonegação Fiscal vai ouvir o empresário João Batista Rosa, nesta quinta-feira (8). Rosa é o delator da Operação Sodoma, que resultou na prisão do peemedebista.

Em sua delação, João Batista, sócio proprietário do Grupo Tractor Parts, revelou ter pago propina de R$ 2,5 milhões ao grupo que era, segundo ele, chefiado por Silval Barbosa, mas tendo o ex-secretários de Indústria e Comércio do Estado Pedro Nadaf, à frente das cobranças e até "intimidações" para que ele continuasse efetuando as parcelas da propina.

Na época dos fatos Nadf era o secretário de Estado da Indústria e Comércio, Minas e Energia (Sicme), a quem cabia a viabilização do beneficio de incentivos ficais. Conforme relata o Ministério Público, desde meados de 2006 as empresas de João Batista enfrentavam dificuldades burocráticas, impostas pela Sefaz/MT, para se beneficiar de crédito de ICMS, acumulados em operações de vendas e transferências interestaduais de mercadorias, no valor aproximado de R$ 2,6 milhões.

Foi então que ele procurou Pedro Nadaf dizendo que possuía o tal crédito de ICMS e pediu auxílio ao então secretário para o recebimento do crédito e também solicitou a concessão do benefício do Prodeic. Suas empresas passaram a receber os benefícios do Prodeic, usufruindo de redução da base de cálculo de ICMS na aquisição de mercadorias, mas para a obtenção do benefício, foi obrigado desistir do crédito de ICMS. Em seguida, passou a ser assediado, quando lhe foi exigido que o mesmo auxiliasse no pagamento de dívidas de campanha, ao grupo político do então governador Silval no valor de aproximadamente R$ 2 milhões.

O ex-governador Silval, os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf (Casa Civil), Marcel Souza de Cursi (Sefaz), Francisco Andrade de Lima Filho (ex-procurador do Estado), Sílvio Cezar Corrêa Araújo (ex-assessor de Silval) e Karla Cecília de Oliveira Cintra (ex-assessora de Nadaf) foram denunciados e vão responder, caso a Justiça acate a denúncia, pelos crimes de constituição de organização criminosa, concussão, extorsão e lavagem de dinheiro.

 

Fernanda Escouto, repórter do GD

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