08/12/2013 - Brasil e China podem firmar parceria para a construção da ferrovia do Norte Araguaia

Brasil e China podem firmar parceria para a construção da ferrovia que cortará a região do Norte Araguaia e vai interligar os estados de Mato Grosso e Pará. A aproximação entre os países já foi iniciada.

 

Durante o 1º Seminário Cenários Estratégicos de Mato Grosso, realizado na segunda-feira (2) o deputado José Riva (PSD) entregou aoConselheiro Comercial da Embaixada da China no Brasil, Wang Qingyuan, o projeto da ferrovia e explicou que a parceria seria interessante inclusive em função da proximidade dos dois países, onde os chineses são os principais importadores dos produtos brasileiros.

 

“Entregamos o projeto de ferrovia em mãos e explicamos a viabilidade dessa proposta, que representa a redenção não apenas de Mato Grosso e Pará, mas é fundamental para o Brasil, pois representará facilmente, o aumento de produção em mais de 30 milhões de toneladas até 2020, ampliando em 50% a produção nacional de grãos e minérios”, argumentou Riva.

 

O parlamentar lembrou que a parceria é facilitada devido à intenção da China em promover investimentos ferroviários no Brasil. “A China quer investir em Mato Grosso e estamos de portas abertas para firmar esse acordo que representa o desenvolvimento do país com a melhoria da logística. Investidores chineses inclusive já haviam nos procurado para manifestar a intenção de construir a ferrovia, assim como americanos, russos, coreanos e árabes”, afirmou.

 

O conselheiro da Embaixada da China no Brasil analisará o projeto de ferrovia MT/PA, mas adiantou que o país tem interesse na parceria para a melhoria da logística brasileira.

 

“Mato Grosso é o Estado brasileiro que mais exporta soja, algodão e milho. Para a China, estreitar os laços é importante. As empresas chinesas tem interesse nos produtos agrícolas, programas de infraestrutura, pois é um país que se destaca na construção de ferrovias e continuará investindo no setor que será fator de desenvolvimento para Mato Grosso que precisa dessa melhoria na logística”, garantiu Wang Qingyuan.

 

Maior investimento do país nas ferrovias e a busca pela melhoria da logística através dos intermodais também foram defendidas pelo diplomata João Carlos Parkinson de Castro, do ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que mostrou o comparativo entre Brasil e Estados Unidos sobre a infraestrutura. Enquanto o Brasil prioriza o transporte rodoviário com 82 rodovias, 16 ferrovias e apenas duas hidrovias, os EUA optam pelo modal hidroviário (40 hidrovias), ferroviário (32 ferrovias) e 15 rodovias.

 

MONOPÓLIO – A implantação de ferrovias no país deve ser melhor pensada, na visão do deputado Riva, que defende projetos alternativos como da ferrovia MT/PA. “O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse que existe uma preocupação do Governo Federal em relação aos chineses e americanos para que não haja monopólio, mas isso ocorre com a América Latina Logística (ALL) que atualmente promove o monopólio das ferrovias, como na Ferronorte, sob a condução da empresa e que é muito mais monopolizada, e isso nos causa preocupação. Quando falamos da ferrovia MT/PA, é exatamente para sair desse modelo atual e desse eixo do sul e mudar para o arco-norte”.

Riva também defendeu o aperfeiçoamento da legislação da Parceria Público-Privada (PPP), para torná-la menos burocrática.

 

Jornal da Notícia 

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