08/12/2015 - Comissão de impeachment será formada; veja como pensam os deputados federais de MT

Os 65 membros que vão compor a comissão especial que decidirá se será instalado o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) devem ser anunciados em sessão nesta terça-feira (8). A bancada de Mato Grosso na Câmara Federal está dividida sobre a questão.
 
Metade dos oito deputados estão indecisos a respeito do processo, e apenas um, Ságuas Moraes (PT), se disse contra o impeachment. Único petista do grupo, Ságuas defendeu com veemência a continuidade do mandato de Dilma e classificou a aceitação do processo como tentativa de golpe do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Esse pedido de impeachment não tem nenhum embasamento jurídico. É um absurdo. Isso é um açoite à democracia. Cunha fez uma barganha indecente. Ele estava com esperança que o PT fosse apoiá-lo na Comissão de Ética, mas os três membros do partido decidiram votar contra ele, porque não iríamos compactuar com os malfeitos dele. Então, numa reação de revanche, ele acatou o pedido de impeachment. Isso é chantagem”, afirmou Ságuas.

O deputado federal Victório Galli (PSC) foi um dos que se declarou a favor do impeachment. “Sou a favor, principalmente porque o país tem de voltar  à normalidade. A comissão especial tem compromisso moral com o Brasil de ser ágil e verdadeira”, afirmou. Nilson Leitão (PSDB) é outro que é a favor do impeachment. Via assessoria, ele disse que “sempre lutou por isso, em diferentes frentes”.

Adilton Sachetti (PSB), por sua vez, adotou uma posição mais cautelosa – se disse a favor do impeachment, desde que haja embasamento jurídico para tal. “A Dilma já teve este mandato reprovado pela sociedade. O governo está acéfalo, não anda, o desemprego está nas nossas portas e a inflação só subindo. Mas mesmo não concordando com essa forma de governar, para que ela seja condenada, antes precisa haver todo um processo formal, que ainda está apenas no início. Precisamos respeitar os trâmites legais. Se o julgamento for somente político, isso seria golpe de estado”, afirmou.

Indecisos

Quatro parlamentares mato-grossenses permanecem indecisos. Carlos Bezerra (PMDB) informou que aguarda a orientação do partido sobre a questão. Ele destacou que milita há mais de 50 anos no PMDB e vai seguir o que a sigla definir. O peemedebista ainda lembrou do processo do ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL), em 1991. “Até o aparecimento do Fiat Elba, não existia nada com provas substanciais”, observou.

Ezequiel Fonseca (PP) afirmou que não tem conhecimento detalhado do conteúdo do pedido de impeachment e que se trata de questão extremamente delicada para responder sem ampla análise. “Tenho de conhecer com profundidade o tema e, depois, ouvir o partido e não posso decidir, assim, no afogadilho”, afirmou. Apesar de o PP ser da base aliada, a sigla está dividida e, segundo Ezequiel, pode até mesmo decidir por romper com o governo.

Valtenir Pereira (PMB) afirmou que prefere se manifestar ao final das investigações da comissão especial da Câmara. “Não pode haver pré-julgamento. Vamos aguardar”, disse.  

Fábio Garcia (PSB), por sua vez, não foi localizado pela reportagem. Sua assessoria informou que ele passaria a tarde toda em reunião com a bancada do PSB, e até o momento da sessão extraordinária tiraria uma posição partidária sobre a situação. Como vice-líder da bancada do PSB na Câmara, ele preferiu não se pronunciar antes da definição do partido.

Comissão especial

O tucano Leitão informou que é um dos cotados para compor a comissão especial que será formada nesta segunda-feira (7). Outro que quer compor o grupo é Victorio Galli, que chegou a pedir ao líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE), para ser indicado pelo partido para fazer parte da investigação.

Sachetti, por sua vez, declinou da possibilidade de ser indicado para a comissão. O motivo é que ele está com pouco tempo para se dedicar ao processo, já que está acompanhando o tratamento da esposa, que tem leucemia e fará um transplante de medula óssea nos próximos dias.

Uma vez instalada a comissão especial, após a notificação, Dilma terá 10 sessões para se defender. Após a manifestação da defesa, a comissão terá cinco sessões para votar o relatório, com parecer se o processo deve ou não ser aberto. Então o relatório é colocado para votação em plenário. É preciso que 342 deputados, ou dois terços da Casa, sejam favoráveis para o impeachment ter início.

Se acatado o processo de impeachment, Dilma terá que se afastar do cargo por 180 dias, e o caso vai para o Senado, que julga se a presidente deve ou não 
perder o cargo.  Novamente, é preciso que dois terços do plenário, ou seja, 54 dos 81 senadores, votem a favor do impeachment. Se condenada, Dilma perde o cargo e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) é empossado. Se absolvida, ela retorna ao posto imediatamente.
 

Confira a posição dos deputados de MT sobre o impeachment:

Ságuas Moraes (PT) - contra

Nilson Leitão (PSDB) - a favor
Victorio Galli (PSC) - a favor
Adilton Sachetti (PSB) - a favor, desde que haja legalidade

Carlos Bezerra (PMDB) - indeciso
Ezequiel Fonseca (PP) - indeciso
Fabio Garcia (PSB) - indeciso
Valtenir Pereira (PMB) - indeciso



 

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

 

 

 

Comentários -

Data: 08/12/2015

De: o Povo

Assunto: Dilma

Não podemos culpar somente o Executivo pois é no congresso que começa o verdadeiro descaso com a nação brasileira, pois o que se vê todos os dias é escândalos e mais escândalos, CPIs, portanto acho que primeiros eles deveriam dar exemplos para poder querer cobrar do governo. Começa pelo Presidente da Câmara que está com um processo de investigação e quer ter moral para cobrar o quer? Esse Nilson Leitão que está para virá um cachaço tem é que criar vergonha na cara e devolver o dinheiro da prefeitura de Sinop antes que o Supremo Tribunal Federal pega ele. São esses tipos de deputados e Senadores entre noutros que querem moralizarem o Brasil?

Data: 08/12/2015

De: Gilberto Moreira

Assunto: sobre o "Fora Dilma"

Reivindicar a saída da Dilma é uma ação cirúrgica emergencial para a saúde física, intelectual, diplomática, politica e econômica ao Brasil, muito mais que um ato democrático, é uma atitude humanitária, pois este país tem se tornado "colônia" dessa facção denominada PT, devamos não apenas retornar a ser uma República decente, mas também, erradicar este terrível mal contra a sociedade brasileira.

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