09/01/2014 - Henry iniciará trabalho no Santa Rosa e se quiser pode exercer a medicina, diz CRM

09/01/2014 - Henry iniciará trabalho no Santa Rosa e se quiser pode exercer a medicina, diz CRM

Nesta quinta-feira (09), o ex-deputado federal Pedro Henry (PP) que renunciou ao mandato após ter o mandado de prisão decretado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), deve começar a trabalhar no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, onde ocupará o cargo de coordenador administrativo. Deverá receber um salário de R$ 7,5 mil. Henry, conforme sua prestação de contas à Justiça Eleitoral em 2010, quando foi reeleito deputado, é sócio na clínica do hospital onde vai trabalhar.

 

Henry foi condenado no processo do mensalão a pena 7 anos e 2 meses de prisão no regime semiaberto. Vai trabalhar na clínica onde é sócio porque recebeu autorização da Justiça de Mato Grosso para isso, por meio do juiz juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto, da Vara de Execuções Penais. O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do promotor de Justiça, Joelson de Campos Maciel, também deu parecer favorável para que o ex-deputado trabalhe na unidade hospitalar.

 

Henry é médico-legista, clínico geral e hiberbárico. Caso queira, e receba “carta branca” no hospital, ele pode voltar a atuar como médico. Isso porque o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), Gabriel Felsky dos Anjos disse que do ponto de vista jurídico e médico, não há qualquer empecilho que o impeça de exercer a medicina.

 

Quando cogitou-se que ele poderia receber autorização judicial e voltar a exercer a função de médico, houve críticas nas redes sociais, onde internautas questionavam os quase 20 anos que ele ficou afastado da medicina. Contudo, em entrevista ao Gazeta Digital, o presidente do CRM enfatizou que isso não é problema. A condenação na esfera penal também não interfere em sua vida profissional como médico, caso queira voltar a atuar. “O CRM não vê nenhum obstáculo que o impeça de praticar a medicina. Só existe restrição para profissionais que já têm algum desvio ético cometido. Esse não é o caso do Pedro Henry”, explicou Gabriel dos Anjos.

 

O presidente do CRM ressaltou ainda que do ponto de vista médico o afastamento de um profissional por um longo tempo das atividades também não exige que ele seja sumetido a qualquer procedimento de atualização ou precise de alguma espécie de autorização do Conselho para voltar à ativa. Mas caso o médico não esteja pagando a contribuição ao Conselho, precisa regularizar a situação. Esse valor, atualmente é de cerca de R$ 450 por ano, mas a inadimplência também não impede qualquer médico de exercer a profissão. Até porque eles continuam sendo cobrados, inclusive com juros pelos atrasos na mensalidade até regularizar a situação.

 

Pedro Henry foi transferido de Brasília, do Presídio da Papuda, para Cuiabá no dia 27 de dezembro, escoltado por policiais federais, e hoje divide uma cela com outros presos. Sua condenação pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro também lhe “rendeu” uma multa no valor de R$ 932 mil. Contudo, o pagamento da multa ainda não foi executado pela Justiça, isto é, quando é expedida a sentença ordenando seu cumprimento e estipulando um prazo para isso o valor ser pago.

 

Henry cumprirá expediente das 7h às 17h e deverá retornar diretamente à Penitenciária Central do Estado (Polinter) após o fim do horário de trabalho. O juiz Geraldo Fidélis impôs outras restrições a Henry, como proibição de frequentar lugares inapropriados (casas de prostituição e de jogos), não portar armas e não ingerir bebidas alcoólicas. Ele também terá de usar tornozeleira eletrônica de monitoramento, quando o objeto for implantado no Estado, o que ainda não ocorreu.

 

Welington Sabino

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