09/03/2012 - Nome do médico de Barra preso pela PF é divulgado em entrevista coletiva

Entre os mandados de prisão em Barra do Garças, sete foram contra donos de farmácia e um contra um médico na operação denominada Pró-Vita, desencadeada na manhã desta sexta-feira (9) pela Polícia Federal. O delegado Edivaldo Waldemar informou que são duas situações distintas mas que acabam se misturando pelo fato de que alguns medicamentos proibidos eram utilizados como abortivos. 

A primeira situação é sobre a venda de medicamentos proibidos que eram contrabandeados de outros países e vendidos clandestinamente, fato constatado pela equipe da Anvisa que acompanhou a operação. 

A outra é uma situação de prática de abortos em Barra do Garças, segundo o delegado Edivaldo, na qual foi decretada a prisão temporária por cinco dias do médico Orlando Alves Teixeira, que está sendo investigado. “Além da denúncia do Ministério Público, temos gravações que apontam para participação do médico investigado”, completou. 

Já o médico Paulo Raye, que chegou a ser ouvido na Polícia Federal, o delegado disse que não há indício de participação dele no fato e que ele foi ouvido por ter sido o diretor-técnico do hospital naquela época. 

Os promotores Marcos Brant e Hudson acompanharam a coletiva da Polícia Federal e informaram que a investigação teve início com o Ministério Público, através de uma denúncia do ex-diretor do Pronto Socorro, ex-vereador Messias Dantas. 

“Alguns medicamentos proibidos eram utilizados na prática do aborto”, destacou o promotor Hudson, que informou que comprimidos do Cytotec foram encontrados na clinica do médico Orlando. 

O promotor Marcos Brant acrescentou que as investigações apontam que alguns abortos teriam ocorrido no hospital municipal de Barra do Garças, conforme a primeira denúncia. Brant, no entanto, negou que houve aborto no hospital Getúlio Vargas, de Aragarças onde também esteve a Polícia Federal. 

Os policiais federais apreenderam 187 comprimidos de Cytotec, quantidade suficiente para a realização de ao menos 50 abortos; 260 comprimidos de Sibutramina; 56 comprimidos de Desobese-M; 60 comprimidos de Xanax, 40 comprimidos de Rheumazin Forte e 50 comprimidos de Pramil. 

O médico Paulo Raye, que chegou a ser ouvido na Polícia Federal, disse que nunca ficou sabendo de aborto dentro do Pronto Socorro de Barra do Garças durante os dois anos que lá atuou como diretor-técnico e que foi ouvido na PF sobre a questão de uma denúncia do ex-diretor Messias Dantas de que o médico Orlando teria sumido com um frasco de gel utilizado em ultrassonografia e cuja gravação foi apresentada pelo delegado. 

Segundo Paulo, a denúncia foi feita pelo ex-diretor Messias, que teria saído magoado com a administração municipal e fez essa denúncia, segundo ele, sem provas. ‘Eu espero que a Polícia Federal apure o que realmente aconteceu”, finalizou.

 

Olhar Direto

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