09/03/2015 - Descrédito político minimiza participação feminina, avalia única deputada em MT, Janaína Riva

Aos 26 anos, Janaína Riva (PSD), não se intimida ao ser a única representante do sexo feminino na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT). “No Estado, esse é um momento político ruim. Sou eu e uma suplente,  apenas. Politicamente vivenciamos o regresso nesse cenário e eu acredito que a política manchada desestimule  a participação feminina. O descrédito de forma geral, a mulher é mais cautelosa”. Para ela, se faz urgente a necessidade de mudança.

Eleita com mais de 48 mil votos para a 18ª legislatura, Janaína Riva avalia que a mulher por ser conhecedora do que é preconceito não se intimida diante de nenhum cenário e pondera que o chamado ‘sexo frágil’ é balela. “Eu já fui vítima de preconceito descaradamente nas mídias sociais. Se você é jovem, bonita, para algumas pessoas é como se você não pudesse ser capacitada, preparada para desempenhar uma função. Eu já vivi situações  assim”. Ela ainda complementa "a história nos coloca, sempre uma situação relegada”. 

No entanto, ela relembra que é uma característica da mulher manter-se aguerrida, preparada e sem demonstrar intimidação. “A minha rotina é a mesma de qualquer pessoa. Tenho dois filhos, cuido deles.  É igual de todo mundo. A diferença é que a posição que ocupo hoje,  represento a coletividade. Em uma empresa privada você é s subordinado a alguém  eu sou a um Estado inteiro, a repercussão é muito maior”.  

Aos seis anos, Janaína Riva deu início, mesmo sem saber a sua carreira política. “Acompanhava meu pai em seus compromissos. Conheço quase todo o Estado, já fui a Rondônia, ao Pará. Aconteceu naturalmente. Essas viagens ao interior me possibilitaram saber como vivem as pessoas, do que elas realmente precisam”.

Defendendo o legado do pai - José Riva -  que dedicou 20 anos a carreira pública, ela reafirma a bandeira pelo municipalismo. “Há uma distância muito grande, realidades.  O problema de saúde, na capital, por vezes se limita a demora no atendimento e no interior. Não existe uma referência. Eu viajo pro interior. Vejo que não existem estradas. Essa é a realidade e tenho sido crítica do Taques por isso.  Elas são o grande gargalo em nosso Estado.  Sem  acesso, sem estrada,  não há educação, não existe saúde. O Estado não pode parar. A estrada é vida”.  

Nos últimos 70 dias, Janaina Riva vivencia intensa emoções. Assumiu uma, das 24, cadeiras mais visadas do Estado, foi alvo de uma campanha difamatória em redes sociais e seu pai encontra-se preso, desde 21 de fevereiro a pedido do Ministério Público Estadual (MPE). “Fui alvo de uma campanha para me desestabilizar. Ataques pessoais são uma forma de tentar desconstruir uma imagem. Não tem outra coisa e partem para esse jogo sujo. Mas meu pai, que é o amor da minha vida, me ensinou a enfrentar tudo, sempre, de cabeça erguida”. 

 

 

Da Redação - Patrícia Neves

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