09/03/2016 - Padrasto é denunciado por assassinato de enteado

09/03/2016 - Padrasto é denunciado por assassinato de enteado

O cuiabano Joaquim Lara Pinto foi denunciado pela ex-companheira, Célia Barreto, como autor do assassinato de Rodrigo Lapa, no dia 22 de fevereiro, na cidade de Portimão, em Portugal.

A Policia Judiciária contou ao jornal Correio da Manhã, que encontrou provas suficientes que o adolescente foi brutalmente assassinado nas dependências de sua casa. O relatório final da autopsia ainda deve demorar entre 6 a 8 semanas mas os exames preliminares já permitiram concluir que Rodrigo Lapa foi vítima de estrangulamento.

Em depoimento a polícia, a mãe do adolescente, contou que acordou com o barulho da discussão entre seu ex-companheiro e o filho. Quando chegou a sala se deparou com Rodrigo morto. "Joaquim amarrou o jovem depois de morto, para facilitar o transporte do cadáver para o terreno baldio que fica a 100 metros de casa".

Célia disse que a briga começou porque Joaquim descobriu que Rodrigo tinha roubado alguns euros para comprar um celular novo. "A discussão acabou em crime, após matar o meu filho, Joaquim jogou o corpo dele no terreno baldio e seguiu para Lisboa, onde viajou para o Brasil. Eu não tinha como detê-lo, porque ele é o pai da minha filha".

As autoridades de Portugal destacou ao JMC que a Procuradoria Geral da República irá fazer um pedido às autoridades brasileiras para que o padrasto do jovem, Joaquim Lara Pinto, seja extraditado para Portugal, para responder pelo crime de homicídio doloso e ocultação de cadáver.

A mãe de uma amiga de Rodrigo, Inês Louzeiro disse a reportagem que Célia sabia das agressões que Rodrigo passava e foi omissa em não proteger o filho. "Ela ligou para os amigos de Rodrigo e pediu para eles mentirem a polícia, que a vida dele era boa. Além disso, Célia enviou mensagens aos colegas do filho pedindo para que não contassem os maus tratos da parte do padrasto".

Inês relatou que o jovem não podia comer em casa, porque o padrasto não permitia, ele só se alimentava quando ia a escola ou vinha até a minha casa. "Rodrigo sempre me dizia que a única coisa que motivava ele voltar para casa era a irmã caçula. Fiquei angustiada quando minha filha chegou em casa e me falou que o Rodrigo tinha sumido. A última vez que vi ele, foi na quinta-feira, quando eles saíram para andar de bicicleta. É lamentável saber que a mãe dele foi conivente com as agressões", lamentou.

A Polícia Judiciária afirmou que Célia poderá ser indiciada por cumplicidade na morte violenta do próprio filho, devido à omissão. "Ela tinha o dever de cuidar de Rodrigo, por ser mãe dele, porque o filho era menor e por estar sob a sua guarda. O Ministério Público vai decidir se pede a prisão preventiva dela".

O pai de Rodrigo, Sérgio Lapa relatou que o ex-companheiro de Célia foi covarde, porque matou o seu filho e fugiu para o Brasil. "Ele não matou meu filho sozinho, ele teve ajuda de alguém, porque não ia conseguir fazer tudo aquilo sozinho. Joaquim torturou Rodrigo das piores formas possíveis. Mas, eu acredito na força divina e ele pode fugir das autoridades daqui, mas a consciência dele vai sempre acusá-lo de assassino", desabafou.

 

Soraya Medeiros, repórter do GD

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