09/03/2016 - Alvo de CPI, Eraí Maggi acredita que investigação tem objetivos políticos

09/03/2016 - Alvo de CPI, Eraí Maggi acredita que investigação tem objetivos políticos

O empresário do agronegócio Eraí Maggi (PP), que é alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, acredita que a investigação tem objetivos políticos. Para ele, a CPI atual é uma continuação da CPI da Cooamat, articulada pelo ex-deputado José Riva (PSD) em 2014 para investigar a cooperativa ligada a Eraí.

“A CPI tem objetivos políticos. Talvez sejam questões pessoais. Uma coisa que começou lá atrás. Começou com o Riva. O Riva não gostou disso lá atrás, que eu vim ajudar o Pedro [Taques na disputa pelo governo estadual]. Foi público. Mas a maioria dos mato-grossenses vieram ajudar”, disse.

Além disso, o ressentimento do deputado estadual Zé do Pátio (SD) com o fato de ter sido cassado da Prefeitura de Rondonópolis em 2012 pode ter contribuído. Presidente da CPI, Pátio atribui sua cassação ao grupo político do senador Blairo Maggi (PR), primo de Eraí. Questionado se a CPI não seria uma vingança de Pátio, Eraí concordou. “Eu imagino que sim. Imagino que o Zé não ficou legal”, disse.

Dono da trading Bom Futuro, Eraí afirmou que suas empresas já passaram por todo tipo de fiscalização, e nada foi encontrado de errado. “Fomos vistoriados por todos os órgãos competentes. Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Secretaria de Fazenda, Polícia Federal, Receita Federal. Praticamente tudo concluído. Nada encontrado. São órgãos de pessoas inteligentes e preparadas para fiscalizar”, afirmou.

O empresário foi convocado para depor na CPI, assim como a diretoria da Bom Futuro e da Cooamat. Ele afirmou que vai comparecer à oitiva. “Sim, sem problema. Não tenho nada para esconder. Nunca tive”, disse. A CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal tem três sub-relatorias: incentivos fiscais, regime especial e cooperativas. Essa última é que investiga a empresa de Eraí Maggi. 

 

 

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

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